Há acordo no Orçamento da UE de 2018. São 160 mil milhões

Depois de semanas de negociação entre o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu, as instituições europeias chegaram a acordo quanto aos gastos para o próximo ano. O prazo terminava segunda-feira.

O Conselho Europeu e o Parlamento Europeu chegaram a acordo este sábado para a aprovação do Orçamento da União Europeia para o próximo ano. O documento prevê 160 mil milhões de euros em compromissos (dinheiro total disponível). Este valor representa um aumento face ao que foi orçamentado para 2017. A segurança é uma das prioridades deste Orçamento.

O comissário europeu responsável pelo Orçamento, Günther H. Oettinger, garantiu que este é um Orçamento “para todos”. “Vai criar mais empregos, mais crescimento, mais investimentos. Vai ajudar os mais jovens a encontrar empregos e estágios. Vai ajudar a tornar a Europa mais segura. Cada euro tem de ser gasto de forma eficiente e criar valor acrescentado para a Europa”, assinalou Oettinger ao anunciar o acordo.

Cada euro tem de ser gasto de forma eficiente e criar valor acrescentado para a Europa.

Günther H. Oettinger

Comissário europeu responsável pelo Orçamento

Praticamente metade das verbas são destinadas para a economia, o Plano Juncker, os apoios às empresas, à inovação nas Universidades, o Horizonte 2020 e os fundos estruturais para investimentos regionais nos vários Estados-membros. Além disso, vão ser alocados 350 milhões de euros numa iniciativa para o emprego jovem de forma a atacar o problema do desemprego jovem na UE.

Para o lançamento do Fundo Europeu de Defesa, a União Europeia vai alocar 40 milhões de euros, que se juntam aos 25 milhões de euros já reservados em 2017. Em 2019, o Orçamento para a defesa e a investigação nessa área deverá chegar aos 90 milhões de euros. Quanto à segurança e às migrações, a UE vai dedicar 4,1 mil milhões de euros. Para o período entre 2015 e 2018, o valor dedicado a estas áreas vai chegar aos 22 mil milhões de euros.

“O Orçamento de 2018 tem como foco prioridades como aumentar o crescimento económico, a criação de emprego, reforçar a segurança e enfrentar os desafios relativos às migrações”, afirmou Märt Kivine, o ministro das Finanças da Estónia que, por causa do país estar com a presidência do Conselho Europeia, foi o responsável pelas negociações do Orçamento da União Europeia para o próximo ano.

Kivine assegura que este Orçamento “maximiza o impacto dos gastos da União Europeia”, mas também mantém uma “suficiente margem de manobra” para precaver necessidades futuras.

Também o português Carlos Moedas, o comissário europeu para a Inovação, felicitou o acordo, notando que a sua parte do Orçamento terá mais 110 milhões de euros para o próximo ano. “Isto [o aumento] faz com que uma prioridade política passe a ser realidade”, escreveu no Twitter.

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