Salário mínimo: BE exige 580 euros; Governo aponta esse valor

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 20 Novembro 2017

Bloco recorda que há um acordo firmado com o PS: o salário mínimo deve avançar para 580 euros em 2018. E o Governo também já disse que deverá ser esse o ponto de partida da discussão com parceiros.

A coordenadora do Bloco de Esquerda defendeu esta segunda-feira que o salário mínimo tem mesmo de aumentar para 580 euros, tal como ficou acordado com o PS. O ministro do Trabalho também já disse que deverá ser esse o valor a apresentar como ponto de partida na concertação social.

Aos microfones da TSF, Vieira da Silva defendeu que o Executivo deve manter o valor inscrito no seu programa: 580 euros em 2018.

“Apesar de o Governo ainda não ter apresentado nenhuma proposta para este ano, não vejo nenhuma razão significativa para alterar a trajetória que seguimos até agora”, defendeu Vieira da Silva no Fórum TSF. “O mais provável é mesmo que seja esse o ponto de partida para o debate na concertação social”, acrescentou ainda.

Também Catarina Martins, coordenadora do BE, afirmou, em declarações transmitidas pela RTP3, que o salário mínimo “agora terá de ir para 580” euros. O Bloco defende que se atinja os 600 euros o mais cedo possível e o valor está previsto para o final da legislatura. Para garantir que se chega aí, foi feito um acordo “em que, no mínimo, o Partido Socialista se comprometeu” a aumentar anualmente, em 5%, o salário mínimo. Foi isso que a CGTP acordou também há uns anos, quando foi negociada a subida faseada do salário mínimo para 500 euros, adiantou ainda Catarina Martins. CGTP e PCP defendem o aumento para 600 euros já em 2018.

A coordenadora do Bloco referiu-se à Intersindical mas também deixou uma mensagem ao patronato, que, em entrevista ao Jornal de Negócios e Antena1, já avisou que 600 euros em 2018 está fora de questão. Ao ECO, Saraiva já tinha avançado que não iria “comprar” a “guerra” do salário mínimo em concertação social.

Catarina Martins sublinha que a economia está a recuperar desde que se iniciou a trajetória de recuperação de rendimentos. “É bom nós não deixarmos que os patrões, por visões curtas sobre a economia, por não terem aprendido nada com o que se passou” durante os tempos da troika, “sejam obstáculo à recuperação dos direitos e dos salários no setor privado”, afirmou.

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