Terceira sessão de ganhos em Lisboa. Mota-Engil brilha

A bolsa nacional continua a valorizar. Vai já na terceira sessão consecutiva de ganhos, contrariando a tendência das praças europeias. A energia puxou num dia em que a estrela foi a Mota-Engil.

Três sessões, três dias de ganhos na bolsa nacional. A praça portuguesa contrariou a tendência das restantes praças europeias, beneficiando do comportamento positivo dos títulos do setor energético. Isto num dia em que as atenções estiveram viradas para a Mota-Engil que disparou mais de 5%.

O índice de referência da bolsa portuguesa avançou 0,25% para 5.305,06 pontos, mantendo o bom desempenho que regista desde o arranque desta semana. Lá fora, na Europa, o registo foi negativo, com as perdas a oscilarem entre 0,1% e 1%. O Stoxx 600, que agrega as 600 maiores empresas do Velho Continente, perdeu 0,19%.

A EDP deu um forte contributo para mais um dia de ganhos ao somar 0,80% para 2,91 euros, num dia em que foi revelado que a seca está a fazer disparar em mais de 50% os custos de produção de energia. A EDP Renováveis deslizou 0,09%, já a Galp Energia ficou inalterada nos 15,90 euros apesar da subida dos preços do petróleo. O Brent somou 0,6%.

A REN fechou a cair 0,08% para 2,51 euros, isto um dia antes do arranque da negociação dos direitos de subscrição do aumento de capital que a empresa está a realizar para financiar a compra dos ativos de gás da EDP. Cada nova ação da REN vai ter um preço de 1,877 euros.

O destaque, pela positiva, foi, contudo, para a Mota-Engil. A empresa de construção registou uma forte subida, a maior em quase dois meses, ao avançar 5,23% para os 3,48 euros, isto no seguimento da visita de vários investidores à empresa, de acordo com a informação revelada por fonte oficial da empresa à Bloomberg.

Os CTT e a Nos também ajudaram ao bom comportamento do PSI-20 com ganhos em torno de 0,5%, já o BCP impediu uma subida mais acentuada da praça portuguesa ao registar uma desvalorização de 0,72% para 24,90 cêntimos. Os títulos do banco liderado por Nuno Amado recuaram, assim, pela terceira sessão consecutiva.

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