Empresas recebem apoios para fazer eventos no Centro do país

Esta é uma das medidas do Governo para apoiar a recuperação das zonas afetadas pelos incêndios deste ano. As empresas que façam eventos nestas regiões vão receber apoios financeiros.

As empresas que, durante o próximo ano, realizem eventos e congressos na região Centro do país, nas zonas afetadas pelos incêndios de junho e de outubro, vão receber um incentivo financeiro do Turismo de Portugal. Esta é uma das medidas encontradas pelo Governo para apoiar a recuperação destas zonas.

A informação foi avançada pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, à margem do 43º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que este ano decorre em Macau. “O programa já foi aprovado e falta apenas ser publicado”, adiantou a governante, sem detalhar qual será o montante a atribuir. Para já, está apenas definido que os incentivos financeiros serão atribuídos em função do número de participantes de cada evento.

Têm sido várias as medidas de apoio avançadas pelas entidades de turismo para promover a recuperação destas regiões. Também Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, apelou, no discurso de abertura do congresso, a que os operadores turísticos promovam férias e congressos no interior do país. Além disso, a associação criou o site O Centro das Atenções, onde irá “chamar a atenção para todas as oportunidades que se mantêm inalteradas na região”.

“Sendo verdade que, depois da tragédia, houve um espaço de solidariedade e ajuda, todos sabemos que espécie de solidão aí vem, quando as dificuldades permanecerem, mas a atenção mediática desaparecer”, disse Pedro Costa Ferreira. A APAVT vai, por isso, financiar integralmente o site, que irá entrar online “a todo o momento” e irá manter-se ativo, pelo menos, ao longo de todo o próximo ano.

O levantamento provisório dos danos provocados pelos incêndios de 15 de outubro aponta para que perto de 350 empresas tenham sido afetadas, com os danos no setor económico a ascenderem a cerca de 360 milhões de euros. Os incêndios de outubro provocaram 45 mortos e cerca de 70 feridos.

A jornalista viajou a Macau a convite da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Empresas recebem apoios para fazer eventos no Centro do país

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião