Trabalhadores da Efacec em greve esta quinta-feira

  • Lusa
  • 23 Novembro 2017

Os trabalhadores da Efacec estão em greve esta quinta-feira, exigindo a "defesa dos postos de trabalho" e melhores condições laborais. Empresa "respeita", mas considera não existirem "fundamentos".

Os trabalhadores da Efacec, em greve, manifestam-se esta quinta-feira em frente à Assembleia da República, em Lisboa, em “defesa dos seus postos de trabalho” e de melhores condições laborais.

“Os trabalhadores defrontam-se com graves problemas do ponto de vista da defesa dos seus postos de trabalho, dos seus direitos e das preocupações quanto ao futuro desta empresa, que se posiciona como estratégica para a Economia Nacional”, indicaram, em comunicado, as Organizações Representativas dos Trabalhadores da EFACEC. De acordo com a mesma fonte, os funcionários acordaram, em plenário, iniciar um dia de greve, que cumprem esta quinta-feira, e realizar no mesmo dia uma manifestação para “expor as suas preocupações aos grupos parlamentares”.

Já no dia 27 de outubro os trabalhadores da empresa que opera nos setores da energia, engenharia e mobilidade, estiveram em greve contra os despedimentos que o sindicato alega que a administração quer fazer, apesar de a empresa ter considerado que não existiam fundamentos para o protesto.

"[A Efacec] respeita o direito à greve, mas considera que não existem fundamentos para a convocação da mesma.”

Efacec

Fonte oficial

O dirigente do SITE-Norte (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte), Miguel Moreira, disse à agência Lusa, na altura, que a greve foi convocada para denunciar as “pressões que a empresa está a fazer para despedir vários trabalhadores”. O dirigente sindical relatou que a Efacec “está a fazer uma restruturação” e que vários trabalhadores “estão a ser chamados aos gabinetes para prescindirem do seu emprego, o que é inaceitável”.

Contactada pela Lusa, no mesmo dia, fonte oficial da EFACEC disse que a empresa “respeita o direito à greve, mas considera que não existem fundamentos para a convocação da mesma”.

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