Depois da tempestade, a bonança. Euro toca máximos de seis semanas

  • ECO
  • 24 Novembro 2017

A moeda única sofreu um impulso no final desta semana graças à confiança dos investidores. Já o dólar encontra-se em mínimos de cinco semanas.

Em dia de sexta-feira negra, é o euro que começa a brilhar. Após a incerteza política no início da semana trazida pelo fracasso nas conversações para a formação de Governo na Alemanha, a divisa única segue a valorizar 0,11% para os 1,1863 dólares, tendo já valorizado 0,2% para os 1,1875 dólares. O euro regista no final desta semana valores máximos desde finais de setembro. Em causa está a confiança dos investidores nas previsões de crescimento europeu, avança a Reuters esta sexta-feira.

Na passada quinta-feira, o Conselho de Governadores do Banco Central Europeu aprovou a redução do programa estímulos a partir de janeiro do próximo ano, planeado desde outubro. Os planos preveem uma redução de compras de dívida para os 30 mil milhões de euros por mês no início de 2018, e a partir de setembro fica em aberto o fim do programa.

Lee Hardman, analista da Mitsubishi UFG em Londres, explica à Reuters que “sem o compromisso recente do BCE em manter o programa de compra de dívida até ao final de setembro do próximo ano, o euro poderia estar a negociar em níveis ainda mais elevados na atual conjuntura”. Hardman avança ainda que, embora haja “um risco de que os desenvolvimentos políticos em curso possam potencialmente desencadear deslizes no euro nas próximas semanas ou meses”, essas quedas serão “limitadas e temporárias”.

Euro em máximos de seis semanas

Fonte: Bloomberg

Por sua vez, o dólar encontra-se em mínimos de cinco semanas face a um cabaz de moedas composto pelo euro, o iene japonês, a libra, dólar canadiano, a coroa sueca e o franco suíço. Na passada quarta-feira, o anúncio de subida das taxas de juro para o próximo mês pela Fed e os receios de uma fraca evolução da inflação desanimaram a moeda norte-americana. Os preços junto do consumidor nos EUA têm falhado as expectativas de 2% para os próximos cinco anos.

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