Preços na Zona Euro sobem. Inflação acelera 1,5% em agosto

Os preços no consumidor voltaram a subir na região da moeda única por causa dos produtos energéticos. Taxa de inflação em agosto subiu para 1,5%. Sem energia, inflação core manteve-se nos 1,3%.

A taxa de inflação na Zona Euro acelerou em agosto. Os preços no consumidor registaram uma subida de 1,5% este mês. Ainda assim, a inflação subjacente, aquela que mais importa para o Banco Central Europeu (BCE), manteve-se nos 1,3%, a mesma taxa do mês anterior.

De acordo com a estimativa rápida do Eurostat, o índice de preços no consumidor subiu dos 1,3% em julho para 1,5% em agosto. A leitura final destes dados serão divulgados no dia 18.

A puxar pelos preços na região da moeda única estiveram sobretudo os preços da energia. Dispararam 4%, influenciando largamente a taxa de inflação geral. Ainda assim, a taxa de inflação subjacente, que exclui os preços energéticos e dos alimentos, por serem mais voláteis, permaneceu nos 1,3% este mês, o que poderá ajudar a definir o rumo da política monetária do BCE.

Energia puxa pelos preços em agosto

Fonte: Eurostat

O banco central tem como meta uma inflação perto, mas abaixo de 2%, tratando-se de uma taxa onde a estabilidade da economia está assegurada. Na última reunião de política monetária, questionado sobre o timing de retirada dos estímulos monetários, Mario Draghi, presidente do BCE, referiu que estava à espera de dados mais concretos acerca da economia para chegar a um decisão que deverá surgir neste outono.

“Não estabelecemos datas. Precisamos de pensar. Precisamos de muitos dados que não temos hoje. Há muita incerteza. E não tomamos decisões sem termos uma informação completa”, disse o líder italiano em julho.

Com o Conselho de Governadores a reunir-se na próxima semana, estes dados poderão sinalizar que só em outubro, quando se realiza o encontro de política monetária seguinte, é que deverá ser anunciada uma decisão acerca do programa de compra de ativos no setor público que tem ajudado a conter o risco da dívida de muitos países, incluindo Portugal.

"Não estabelecemos datas. Precisamos de pensar. Precisamos de muitos dados que não temos hoje. Há muita incerteza. E não tomamos decisões sem termos uma informação completa.”

Mario Draghi

Presidente do BCE

(Notícia em atualizada às 10h23)

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