Lisboa fecha em máximos de um mês. BCP e retalho suportam

O PSI-20 encerrou com ganhos de mais de 0,5%, animado pela subida de mais de 2% do BCP, mas também da Sonae. A Jerónimo Martins também somou.

A praça bolsista portuguesa encerrou em alta, com o PSI-20 a comandar os ganhos na Europa. O PSI-20 valorizou em torno de 0,5%, para terminar o dia em máximos de mais de um mês. O rumo do índice de referência da bolsa nacional foi ditado pela forte subida dos títulos do BCP, mas também das retalhistas Jerónimo Martins e Sonae.

O PSI-20 encerrou a sessão a ganhar 0,59%, para os 5.395,26 pontos, com 11 títulos em terreno negativo e apenas sete em queda. O índice nacional terminou assim na fasquia mais elevada desde 2 de novembro, com os títulos do banco liderado por Nuno Amado e da retalhista co-liderada por Paulo Azevedo e Ângelo Paupério em máximos de mais de um ano.

As ações do BCP terminaram a sessão a valorização de 2,46%, para os 26,63 cêntimos, a fasquia mais elevada desde julho de 2016. Mas durante a sessão o título chegou a valorizar perto de 3%, depois de a Standard & Poor’s ter melhorado a sua perspetiva para o BCP. A agência de notação financeira melhorou a perspetiva da notação atribuída ao BCP, de “estável” para “positiva”.

Em comunicado, a agência de rating norte-americana justificou a decisão com o “clima macroeconómico benigno em Portugal”, que vai ajudar a rentabilidade dos bancos. “O nosso outlook positivo do BCP reflete as nossas expectativas de que um melhor clima operacional doméstico vai ajudar o BCP a reduzir o seu grande portefólio de malparado”, sublinhava a nota.

Mas não foi apenas o BCP que brilhou. Aconteceu o mesmo com o retalho, e sobretudo com a Sonae. As ações da retalhista somaram 2,55%, para os 1,084 euros, terminando assim em máximos de quase dois anos. Seria necessário recuar até 23 de dezembro de 2015 para ver as ações da Sonae em níveis mais elevados. Por sua vez, a Jerónimo Martins acelerou 0,68%, para os 16,28 euros.

A contribuir para o avanço do índice de referência da bolsa nacional esteve ainda a Nos. As ações da empresa liderada por Miguel Almeida avançaram 0,48%, para os 5,63 euros.

Já a energia destacou-se pela negativa. As ações da EDP Renováveis foram as mais penalizadas do setor, ao recuarem 0,98%, para os 6,742 euros, enquanto a casa-mãe EDP deslizou 0,41% em bolsa, para os 2,9 euros. No mesmo sentido terminou também a Galp Energia mas com perdas mais modestas. As ações da petrolífera desvalorizaram 0,16%, para os 15,96 euros, em contraciclo com as cotações do petróleo nos mercados internacionais. O barril de brent transacionado em Londres valorizava 0,38%, para os 62,69 dólares.

(Notícia atualizada às 17h05 com mais informação)

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