Endividamento das empresas públicas cai para 30,3 mil milhões

A dívida das empresas públicas caiu no primeiro trimestre, mas ficou acima do objetivo que tinha sido estabelecido.

O endividamento das empresas públicas ultrapassou os 30 mil milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma queda superior a 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar desta evolução positiva, a dívida do setor empresarial do Estado aumentou ligeiramente em cadeia e ficou acima do objetivo que tinha sido estabelecido.

Os dados constam do último boletim informativo do Setor Empresarial do Estado. Ao todo, a dívida das empresas do Estado fixou-se em 30.315 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, menos 6,6% (ou menos 2.157 mil milhões) do que no primeiro trimestre de 2016. O valor fica, contudo, acima daquele que era o objetivo: para este período, a previsão era que o endividamento baixasse para 25.718 milhões de euros.

O setor dos transportes e armazenagem é não só o que apresenta maior endividamento, como o que registou o maior desvio das previsões. A dívida deste setor ficou nos 18.885 milhões de euros, quando a previsão era que ficasse nos 14.218 milhões. Já o setor da Administração Pública apresenta um nível de endividamento inferior em 70 milhões face ao que estava previsto, fixando-se em 1.073 milhões.

Neste período, as empresas públicas alcançaram, no seu conjunto, um resultado líquido de 112 milhões, valor superior em 28% face aos lucros registados no primeiro trimestre de 2016. “Este aumento do resultado líquido decorreu maioritariamente dos setores transportes e armazenagem (89 milhões de euros) e das empresas financeiras (48 milhões de euros), tendo sido parcialmente compensado pelo decréscimo registado no setor da saúde (41 milhões de euros de redução”, refere o relatório.

A empresa pública que teve o aumento mais significativo do resultado líquido foi a Metro do Porto, seguida da Parpública e da Metropolitano de Lisboa, aponta ainda o relatório.

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