Trump: “É tempo de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel”

  • Ana Batalha Oliveira
  • 6 Dezembro 2017

Os EUA vão começar a mudança da Embaixada para Jerusalém, confirmou Donald Trump. Para o presidente, o reconhecimento de Jerusalém como capital israelita é "a coisa certa a fazer"

“É tempo de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel“, afirmou Donald Trump. Os EUA reconhecem assim a cidade como a capital do Estado israelita pelo que vão começar a mudança da Embaixada para Jerusalém, confirmou o Presidente dos EUA.

Trump diz que tem uma “nova abordagem” para o conflito israelo-palestino. “Não se podem resolver problemas antigos com métodos antigos”, defende o presidente. Reconhecer Jerusalém como a capital “é a coisa certa a fazer” e “nada mais do que reconhecer a realidade”, afirma.

Donald Trump afirma-se comprometido a facilitar a paz no Médio Oriente. Uma das condições avançadas é que a cidade “deverá permanecer aberta a cristãos, muçulmanos e judeus”.

A posição de Trump é polémica na medida em que os Palestinianos reclamam a parte oriental da cidade de Jerusalém como capital de um Estado futuro.

As reações por todo o mundo

A visão de Trump acerca de Jerusalém foi largamente rejeitada após o anúncio oficial. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considera que o conflito entre Israel e a Palestina “deve ser resolvido através de negociações diretas entre as duas partes”. “Não há uma alternativa à solução de dois Estados. Não há plano B”, afirma Guterres. “Farei tudo o que estiver ao meu alcance para que os líderes palestinianos e israelitas possam retomar negociações significativas“, acrescenta o secretário-geral da ONU.

Na Europa, o presidente francês, Emmanuel Macron, não apoia a decisão de Trump e classifica-a como “unilateral” e “lamentável”, avança a Reuters. Esta medida “vai contra a lei internacional e todas as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, relembra Macron em conferência de imprensa.

O Hamas, grupo palestiniano islamita que domina a faixa de Gaza, acusam Trump de uma “agressão flagrante contra o povo Palestiniano“.

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