Incêndio de Pedrógão Grande já tem dois arguidos

  • ECO
  • 12 Dezembro 2017

Os primeiros arguidos da investigação ao incêndio de Pedrógão Grande já foram constituídos. Trata-se de Mário Cerol e Augusto Arnault. Em causa estão acusações de homicídio por negligência.

Já estão constituídos os primeiros dois arguidos no caso do incêndio de Pedrógão Grande, apurou o ECO. Trata-se de Mário Cerol, segundo comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro de Leiria, e Augusto Arnault, comandante dos Bombeiros de Pedrógão Grande. Em causa estão “factos suscetíveis de integrarem os crimes de homicídio por negligência e ofensas corporais por negligência”, adianta o Ministério Público.

Cerol, que já tinha sido ouvido no inquérito em causa, foi o primeiro nome a ser conhecido. O arguido foi o terceiro a liderar a operação de socorro do fogo mais mortal da história portuguesa, tendo atuado nomeadamente logo no final do dia 17 de junho, avança a TSF. Por outro lado, Arnault só foi acusado esta tarde, no início da sua audição no Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria. “No decurso da tarde foi constituído um segundo arguido. O inquérito relativo ao incêndio de Pedrógão Grande tem, assim, dois arguidos constituídos”, confirmou o Ministério Público.

Além destes casos, o Correio da Manhã avança que, no total, podem vir a ser acusadas dez pessoas da prática de homicídio por negligência, que estão ligadas à Proteção Civil, à GNR e às concessionárias de estradas.

O incêndio de Pedrógão Grande acabou por matar 66 pessoas e ferir mais de 200. O fogo que deflagrou a 17 de junho alastrou-se para os concelhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira da Pera, também no distrito de Leiria. Marcelo Rebelo de Sousa considerou este o “ponto mais doloroso” da sua presidência e o Governo decretou três dias de luto nacional. Entretanto, o Conselho para a atribuição de indemnizações às vítimas dos incêndios fixou o valor mínimo em 70 mil euros.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Incêndio de Pedrógão Grande já tem dois arguidos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião