Credores da Oi aprovam plano de recuperação judicial

A Oi divulgou esta quarta-feira um comunicado onde revela que foi aprovado o plano de recuperação judicial pelos seus credores. Não se conhece os detalhes negociados.

O plano de recuperação judicial da Oi foi aprovado. Os credores deram a luz verde a um plano “que garante a viabilidade operacional e a sustentabilidade das recuperandas”. O plano foi aprovado em assembleia geral de credores e será agora submetido à homologação do Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

“A Diretoria acredita que o plano aprovado atende a todas as partes interessadas de forma equilibrada e garante a viabilidade operacional e a sustentabilidade das Recuperandas, permitindo que a Oi invista para melhorar a qualidade dos serviços de telefonia fixa e móvel, banda larga e TV por assinatura e saia mais fortalecida ao final deste processo”, afirma a empresa em comunicado.

Na praça lisboeta, as ações da Pharol estão neste momento a valorizar 5,86% para os 28,9 cêntimos por título. A Pharol é a acionista de referência da Oi com 27% do capital.

O comunicado descreve que o plano foi aprovado com “ajustes negociados”. É público que o Banco do Brasil e o Banco de Desenvolvimento Económico Social entregaram propostas de alterações que estiveram a ser avaliadas durante a assembleia geral. Contudo, não se conhecem as alterações da versão final aprovada.

Na semana passada, a Pharol disse ser contra o plano de recuperação da Oi apresentado pela administração. O plano propunha uma conversão de dívida até 75% do capital da operadora brasileira. Isto implicará que, quando o plano estiver concluído, serão os credores a ficarem com o controlo da Oi, enquanto os atuais acionistas irão ver as suas participações reduzidas. Além disso, existiria um aumento de capital de quatro mil milhões de reais. O principal objetivo era reduzir a dívida para metade.

A aprovação dos credores deste plano de recuperação judicial — do qual ainda não se conhecem os detalhes — poderá acabar com os 18 meses de impasse que a empresa enfrentou após ter entrado num processo de recuperação judicial. Tudo começou em junho do ano passado quando a operadora brasileira deixou de conseguir negociar as suas dívidas que, à época, totalizavam 65 mil milhões de reais (cerca de 17 mil milhões de euros.

(Notícia atualizada às 8h34 com mais informação)

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