Plano de reestruturação convence. Ações dos CTT sobem mais de 10%

Os CTT responderam à crise com um plano de reestruturação que prevê redução do número de trabalhadores, cortes nos salários da administração e revisão da política de dividendos.

Os CTT apresentaram o plano de reestruturação para fazer face à quebra das receitas e dos lucros que se tem verificado nos últimos anos. Há uma redução do número de trabalhadores, cortes nos salários da administração e, apesar da revisão da política de dividendos, os investidores aplaudem as medidas. As ações estão a subir mais de 10%.

Os títulos da empresa de correios, que apresentam o pior desempenho entre todas as cotadas do PSI-20 este ano, arrancaram a sessão com uma valorização de quase 3%, mas acentuaram a tendência positiva. Chegaram a ganhar um máximo de 10,93% para 3,876 euros, seguindo com um ganho de 9,62% para os 3,83 euros.

Ações da empresa de correios com forte subida

Depois da forte pressão dos investidores, que atiraram as ações para mínimos históricos, a empresa liderada por Francisco Lacerda apresentou o plano de reestruturação, isto depois de anunciar a substituição do administrador financeiro. André Gorjão deixa os correios, entrando para o seu lugar Guy Pacheco, até há poucos meses CFO da PT Portugal.

 

O plano, com o qual a empresa de serviços postais espera poupar até 45 milhões de euros a partir de 2020, para “ajudar a contrariar a contínua queda estrutural do negócio de correio”, conta com quatro pontos principais: ajustamento de políticas de recursos humanos e redução de custos com fornecimentos e serviços externos; racionalização de ativos não estratégicos; otimização da rede de lojas; reorganização da rede de distribuição.

Na prática, os CTT vão, além de cortar até 25% os salários dos membros da administração, também despedir mil trabalhadores até 2020, fechar lojas e concessionar a gestão de postos de correio.

Isto acontece ao mesmo tempo em que a empresa se prepara para reajustar o dividendo. Depois de anunciar o corte da remuneração acionista de 48 para 38 cêntimos, a administração pretende ter uma política de remuneração acionista “alinhada com o seu resultado líquido”. Mas com o plano de reestruturação a impactar nas contas dos próximos anos, está aberta a porta a novos cortes no dinheiro a distribuir pelos acionistas.

(Notícia atualizada às 8h15 com mais informação)

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