EDP Brasil investe 60 milhões em centrais brasileiras

  • Lusa
  • 20 Dezembro 2017

O investimento nas Centrais Elétricas de Santa Catarina (CELESC) garante uma participação de 14,46% à EDP, embora a conclusão desta operação esteja ainda sujeita a algumas aprovações.

A EDP – Energia do Brasil vai adquirir uma participação de 14,46% do capital da Centrais Elétricas de Santa Catarina (CELESC), por 230 milhões de reais (60 milhões de euros), anunciou a elétrica liderada por António Mexia.

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP explicou que “a EDP – Energias do Brasil, detida em 51% pela EDP (…) celebrou um contrato com a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) para a aquisição de 33,1% das ações ordinárias e 1,9% das ações preferenciais da CELESC”.

Estas ações, em conjunto, correspondem a 14,46% do total dos papéis da CELESC, num valor de 230 milhões reais (cerca de 60 milhões de euros). A EDP – Energias do Brasil vai lançar uma Oferta Pública Voluntária para aquisição em mercado das ações preferenciais da CELESC.

O preço da oferta será de 27 reais por ação e até um total de 32% das ações preferenciais da CELESC, correspondendo ao valor potencial máximo da oferta a 199 milhões de reais. No entanto, a conclusão desta operação está ainda sujeita à verificação de certo tipo de condições e aprovações habituais neste tipo de operação de mercado, lê-se no comunicado.

A CELESC tem atividade nas áreas de distribuição, geração e transmissão de energia elétrica, sendo a principal empresa do sector elétrico no Estado de Santa Catarina, além de operar no sector de distribuição de gás natural. A Celesc Distribuição, subsidiária da CELESC, por sua vez, distribui energia para mais de 2,8 milhões de consumidores em 264 municípios de Santa Catarina e um no Paraná, no maior país da América Latina, o Brasil.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

EDP Brasil investe 60 milhões em centrais brasileiras

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião