Governo baixa taxa de juro a pagar à EDP pela dívida tarifária para 1,49%

  • Lusa
  • 14 Dezembro 2017

De acordo com Jorge Seguro Sanches, a taxa dos juros cobrada nas tarifas elétricas para remunerar a dívida à EDP vai baixar para 1,49% em 2018.

O Governo fixou a taxa de juro paga pela pela dívida tarifária gerada em 2018 em 1,49%, abaixo dos 1,88% a que está a ser remunerada este ano, disse à Lusa o secretário de Estado da Energia.

De acordo com Jorge Seguro Sanches, a taxa dos juros cobrada nas tarifas elétricas para remunerar a dívida à EDP vai baixar para 1,49% em 2018, ano em que a dívida tarifária deve descer para os 3.653 milhões de euros.

Os juros do défice tarifário – que resulta do adiamento do pagamento do sobrecusto da produção de energia em regime especial – são suportados pelas famílias e empresas nas faturas da eletricidade.

Em 2016, os encargos com juros foram de cerca de 188 milhões de euros, tendo, em 2017, baixado para 143 milhões de euros.

No final do próximo ano, a dívida tarifária deverá ser de 3.653 milhões de euros, menos 744 milhões de euros do que no final de 2017, de acordo com os últimos dados divulgados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) na proposta tarifária para 2018.

“A proposta tarifária consolida o movimento iniciado nas tarifas de 2016 de diminuição da dívida tarifária, sendo que esta diminuição é de cerca de 744 milhões de euros, superior à soma das diminuições verificadas em 2016 e em 2017, que totalizaram 693 milhões de euros”, acrescenta o regulador do setor energético.

Na sexta-feira, a ERSE divulga as tarifas da eletricidade para 2018, mas a proposta inicial, apresentada em 13 de outubro, previa uma descida de 0,2% em mercado regulado a partir de 1 de janeiro.

Atualmente, é a EDP Serviço Universal, comercializadora de último recurso do mercado português, que compra a produção em regime especial (PRE), com sobrecusto por ser subsidiada, e financia o sistema após sucessivos diferimentos destes sobrecustos nas tarifas da eletricidade.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Governo baixa taxa de juro a pagar à EDP pela dívida tarifária para 1,49%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião