PSD não quer que Vieira da Silva vá de “fim de semana sem explicações”

  • ECO
  • 14 Dezembro 2017

Hugo Soares afirma que "o manto de suspeição não pode perpetuar-se e alastrar-se ao setor social". Assim, Veira da Silva tem de dar explicações "antes de ir de fim de semana".

O Partido Social Democrata, pela voz do líder parlamentar Hugo Soares, quer que “em nome da dignidade das instituições”, o ministro Vieira da Silva venha a público explicar as suas implicações no caso da Raríssimas “antes de ir de fim de semana”. O social-democrata falava aos jornalistas na Assembleia da República, em declarações transmitidas pela RTP 3.

Considerando que o “manto de suspeição não pode perpetuar-se e alastrar-se ao setor social, vimos pedir ao ministro que, antes de ir de fim de semana, antes de o Governo ir de fim de semana, que dê explicações”, apontou Soares.

Quando questionado se o primeiro-ministro deveria ponderar a posição de Vieira da Silva no seu Executivo, Hugo Soares afirmou que mesmo que António Costa firme a sua confiança no ministro, como já aconteceu anteriormente, este pode vir a sair no dia a seguir, concluindo que é “uma confiança pouco honrada”. Em última instância, e se Vieira da Silva não se explicar, “é o primeiro-ministro que tem de dar explicações”.

Nos últimos dias, os jornais noticiaram o envolvimento do ministro do Trabalho e da Segurança Social no caso da Raríssimas, sendo que esta quinta-feira soube-se que Vieira da Silva esteve presente na assinatura de um protocolo entre a IPSS liderada até então por Paula Brito e Costa e uma fundação sueca. Nesta, a Raríssimas apresentava-se como fundação, algo que nunca foi.

Esta quarta-feira, Vieira da Silva falou aos jornalistas e garantiu que durante o tempo em que foi membro da assembleia geral da Raríssimas, onde as contas da associação eram aprovadas, “ninguém durante essas reuniões levantou alguma dúvida ao trabalho expresso nas contas dessa associação”. Questionado sobre se está de consciência tranquila, quer enquanto antigo membro da assembleia geral da Raríssimas, quer enquanto ministro que tutela a Segurança Social e que concede a maioria dos apoios à instituição, o ministro respondeu afirmativamente.

(Notícia atualizada às 12h30 com mais informação)

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