Atual Governo manteve nível de financiamento à Raríssimas

  • ECO
  • 14 Dezembro 2017

Em 2014, o Governo de Passos Coelho concedeu à Raríssimas 1,2 milhões, de apoio público por 39 camas. O montante manteve-se com o atual Governo.

A IPSS Raríssimas recebeu o mesmo nível de apoios do Instituto da Segurança Social e da Administração Regional com o atual Governo que tinha recebido durante o Executivo de Pedro Passos Coelho. Esta informação é uma correção face à avançada esta quinta-feira pelo Diário de Notícias e que o ECO citou.

Em 2014, o valor orçamentado de apoios públicos à Raríssimas era de 1,2 milhões, por 39 camas e esse montante mantém-se, retifica o Observador.

De acordo com um despacho publicado em maio de 2017 com efeitos a 1 de janeiro e citado pelo jornal, o Governo financiou a Raríssimas através dos ministérios da Saúde e da Segurança Social com 1,211 milhões. Este montante deve ser comparado com o valor previsto, em 2015 para 2016, de 1,215 milhões e não com os 287,6 mil milhões de 2014 já que, em 2015, houve um aumento do número de camas — passou de 30 para 39.

Protocolo fundação fantasma

O jornal i noticia esta quinta-feira que Paula Brito e Costa assinou um protocolo de cooperação com uma fundação sueca da mesma área, a Ågrenska, apontando a Raríssimas como fundação. O protocolo foi assinado na presença do ministro Vieira da Silva, mas o diário não conseguiu determinar se ele próprio terá inscrito o seu nome do documento.

No entanto, a Raríssimas não é uma fundação, mas apenas uma associação. Paula Brito e Costa já tinha apresentado o pedido para que essa passagem fosse feita, sendo que a Direção Geral da Segurança Social, que está sob a tutela do ministro do Trabalho e da Segurança Social, emitiu um parecer negativo para que não acontecesse.

O diário aponta assim que Vieira da Silva soubesse, aquando da assinatura do protocolo entre a Foundation Raríssimas and Casa dos Marcos e a Ågrenska Foundation que a primeira não era, de verdade, uma fundação.

(Notícia corrigida: o título original dava conta de uma quadruplicação do valor dos apoios da Raríssimas, quando na verdade se manteve)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Atual Governo manteve nível de financiamento à Raríssimas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião