Raríssimas “não será caso único”, admite Carlos César

  • ECO
  • 14 Dezembro 2017

Carlos César assume que o caso da Raríssimas não será único na solidariedade social, e aponta a área inspetiva e fiscalizadora como uma das "deficiências" do Estado.

No seguimento do caso Raríssimas, Carlos César admite que, ainda que existam no país “milhares de IPSS e misericórdias que tornam Portugal um bom exemplo na assistência social e integração”, este “não será um caso raro”, apontando a “área inspetiva e fiscalizadora” como uma das “deficiências” do país.

Numa entrevista dada ao jornal Público e Rádio Renascença, o presidente do Partido Socialista afirma: “Uma das deficiências do Estado é na área inspetiva e fiscalizadora — e não só no que toca à rede de solidariedade social“, sublinhando que o que aconteceu na Raríssimas “não será caso único” e “terá outros contornos noutras instituições“.

Quando questionado sobre se este caso pode afetar a imagem do ministro Vieira da Silva, o socialista nega tal possibilidade, garantindo que “temos em Portugal milhares de IPSS, misericórdias, etc., que tornam Portugal um bom exemplo na assistência social e integração”.

"Se encontrou razões para se demitir 24 horas depois, certamente teriam sido as mesmas razões que teria encontrado 24 horas antes.”

Carlos César

Sobre o ex-secretário de Estado da Saúde

Em relação à demissão do secretário de Estado da Saúde e às sucessivas remodelações que têm sido feitas no Executivo de António Costa, César considera que, se Manuel Delgado “encontrou razões para se demitir 24 horas depois, certamente teriam sido as mesmas razões que teria encontrado 24 horas antes“. Ainda assim, o presidente do PS garante que este não é o tempo — ou melhor, a estação — para remodelações, visto que estas não “têm uma época do ano”, “muito menos no inverno”.

“Se há uma época do ano para uma renovação, pelo seu simbolismo, é a primavera, época da luz e de esperança”, conclui.

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