Revista de Imprensa Internacional

  • Ana Batalha Oliveira
  • 22 Dezembro 2017

O mundo assiste à despedida de Eric Schmidt do cargo de chairman da Alphabet, a Embraer e a Boeing confirmam negociações e a Apple admite que está a "travar" os iPhone antigos.

A Alphabet, a empresa-mãe da Google, vê o chairman dizer adeus. A Embraer e a Boeing pensam juntar-se, enquanto a Apple afasta os clientes com o anúncio de que tem limitado propositadamente o desempenho dos iPhone. Tudo isto quando em Espanha, os investidores vão ter de continuar à espera para terem uma justificação sobre a liquidação do Popular por parte de Bruxelas.

Financial Times

Empresa mãe da Google fica órfã. Chairman está de saída

Eric Schmidt anunciou na quinta-feira que vai deixar o cargo de presidente da Alphabet, a empresa que detém a Google. Vai contudo continuar na administração e assumir as funções de consultor técnico da empresa. Eric está à frente da Alphabet desde 2001, à qual chegou depois de ter sido CEO da Google.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso livre/ conteúdo em inglês)

The Guardian

Trump diz sim a Jerusalém. ONU diz não a Trump

As Nações Unidas rejeitaram unanimemente a decisão de Donald Trump reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. Foram 128 os países-membros da Assembleia-geral da ONU que consideraram o reconhecimento “nulo e sem efeito” na sede em Nova Iorque. Nikki Haley, o embaixador dos EUA na Organização das Nações Unidas, repetiu que Washington se iria recordar das nações que “desrespeitassem” a América com o voto contra.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre/ conteúdo em inglês)

El Mundo

Bruxelas adia justificação da liquidação do Popular

O Conselho Único de Resolução (CUR), o organismo que ordenou a liquidação do banco Popular no passado mês de junho manterá a confidencialidade da justificação pelo menos até meados de janeiro. Há duas semanas, a presidente do CUR, Elke König, assegurou aos deputados que publicaria uma versão do documento onde estão listadas as razões da liquidação. Esta foi solicitada por mais de 150 acionistas que viram as participações no Popular reduzir de três mil milhões de euros para apenas um euro na venda ao Santander.

Leia a notícia completa no El Mundo (acesso livre/ conteúdo em espanhol)

Boeing e Embraer vão voar juntas?

A companhia aérea americana, Boeing, está em conversações com a gigante brasileira Embraer para acordar uma “combinação potencial”, confirmaram ambas as partes. Só falta a luz verde do Governo brasileiro, que possui poder de veto em movimentos estratégicos da Embraer. Um oficial do Governo afirmou que o Estado brasileiro apoia parcerias comerciais mas que bloquearia qualquer tentativa de aquisição.

Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre/ conteúdo em inglês)

Business Insider

iPhones lentos? A Apple admite que é de propósito

A Apple admitiu que limitou a performance dos modelos mais antigos de forma a ficarem mais lentos. A gigante tecnológica justificou a fraca performance com a necessidade de preservar as baterias, de modo a que os aparelhos se mantivessem funcionais.

Leia a notícia completa no Business Insider (acesso livre/ conteúdo em inglês)

 

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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