Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 28 Dezembro 2017

As gigantes britânicas andam preocupadas com a reforma fiscal de Trump. Na Índia, encher os bolsos com Bitcoin dá direito a escrutínio fiscal. Na zona euro, Macron deve dar impulso ao bloco, em 2018.

A primeira vitória da Administração de Donald Trump está a enegrecer o futuro das empresas britânicas. A tesoura que corta os impostos poderá ser a mesma que corta os lucros, avisam gigantes. Ainda no continente, as políticas de Macron deverão dar gás à zona euro e, na Índia, o fiscalizador tem as criptomoedas debaixo de olho. A Catalunha tem mais um problema entre mãos e no Brasil a carga fiscal está no nível mais alto desde 2013.

Financial Times

Reformas de Macron puxam pela zona euro

O próximo ano será sorridente para a zona euro e o responsável é Emmanuel Macron. Esta é a opinião dos economistas, que esperam que as reformas do Presidente francês no mercado de trabalho tenham um impacto positivo no continente. As possíveis políticas pró União Europeia do novo Governo de coligação alemão são também apontadas como fator positivo. A grande maioria dos especialistas ouvidos (31 dos 34 economistas entrevistados) prevê que a zona euro cresça 2,3% no próximo ano. Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado / conteúdo em inglês).

El Mundo

Controlar dívida? Na Catalunha, só em 2047

2047. É esse o prazo previsto para que a Catalunha consiga controlar a sua dívida e reduzi-la para 13% do PIB. A lei de estabilidade espanhola exige que as regiões autónomas atinjam esse valor até 2020, mas a Catalunha precisará de mais 27 anos para cumprir a meta. “Os riscos da sustentabilidade financeira a médio prazo das regiões autónomas são elevados, embora tenham diminuído ligeiramente em 2017”, explica o relatório da Autoridade Independente de Responsabilidade Fiscal. Também a Múrcia enfrenta o problema em causa. Só em 2042 conseguirá chegar ao valor estipulado. Leia a notícia completa no El Mundo (acesso livre / conteúdo em espanhol).

Quartz

Fisco indiano tem a Bitcoin debaixo de olho

O boom da Bitcoin não passou despercebido. Na Índia, o Fisco tem mantido a evolução dessa moeda digital debaixo de olho, para que quem ganha com ela não deixe de pagar impostos sobre esse lucro. “Todas as propriedades — móveis ou imóveis — de qualquer pessoa que arrecade ganhos significativos com criptomoedas serão escrutinadas”, revela o fundador e líder executivo da Unocoin, a carteira de Bitcoin mais popular, na Índia. Leia a notícia completa na Quartz (acesso livre / conteúdo em inglês).

The Telegraph

Reforma fiscal norte-americana ameaça lucro de gigantes britânicas

As políticas de Donald Trump também se fazem sentir do outro lado do oceano. Duas grandes instituições britânicas acabam de avisar que a reforma fiscal norte-americana resultará num golpe sério nos seus lucros. A Shell e o Barclays preveem assim perder vários milhões de libras com a nova lei assinada a 22 de dezembro. “Vou implementar o maior corte de impostos que os EUA já viram”, anunciou Trump. As gigantes britânicas receiam sobretudo a descida do imposto sobre o rendimento de 35% para 21%. Leia a notícia completa no The Telegraph (acesso livre / conteúdo em inglês).

Valor Económico

Carga fiscal brasileira atingiu 32, 38% do PIB, em 2016

A Receita Federal acaba de anunciar que, em 2016, a carga fiscal brasileira subiu para 32,38% do PIB. Este é o nível mais alto desde 2013 e representa uma subida de 0,27% em relação ao ano anterior. As contas incluem os impostos arrecadados com o repatriamento de capitais — sem essa receita, a carga fiscal ficaria nos 32,01% do PIB. Leia a notícia completa no Valor Económico (acesso livre / conteúdo em português).

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