Foram criadas 160 empresas por dia em 2017. Turismo lidera

  • Lusa
  • 4 Janeiro 2018

De acordo com o barómetro da Informa D&B sobre 2017, “durante os 12 meses do ano nasceram 40.326 novas empresas". Grande parte destas companhias operam na área do turismo.

Cerca de 160 empresas e outras entidades foram criadas por dia em 2017, num total de 40.326, a maioria das quais na área do turismo, operando nos setores dos serviços, alojamento e restauração e imobiliário, foi hoje divulgado.

De acordo com o barómetro da Informa D&B sobre 2017, “durante os 12 meses do ano nasceram 40.326 novas empresas e outras organizações, mais três mil entidades do que em 2016, o que representa um crescimento de 8,2%”.

Grande parte destas companhias operam na área do turismo, essencialmente nos serviços, sendo este setor que “agrega mais empresas no tecido empresarial, continuando a crescer em 2017, quer em número de empresas (+4,7%), quer em constituição de novas empresas (+8,9%)”, acrescenta a empresa de tratamento de dados em comunicado.

"Durante os 12 meses do ano nasceram 40.326 novas empresas e outras organizações, mais três mil entidades do que em 2016, o que representa um crescimento de 8,2%.”

Barómetro da Informa D&B sobre 2017

Segue-se o setor do alojamento e restauração, que em 2017 ultrapassou o do retalho (que ocupava o segundo lugar no ano anterior) ao registar uma subida de 11,3% no número de novas empresas. Só o alojamento destinado a turismo representou mais de 75% no crescimento de novas empresas. Por seu lado, o número de novas empresas no setor das atividades imobiliárias cresceu 26%, registando aumentos anuais superiores a 20% pelo quarto ano consecutivo, aponta a Informa D&B.

Fora do âmbito do turismo, o setor da construção registou 16,9% novas empresas no ano passado, valor que ainda não foi suficiente para atingir o número de companhias registadas em 2008, mas que demonstra uma “consolidação dos sinais de recuperação após a forte contração que sofreu até 2012”, de acordo com o barómetro.

Pela negativa, o setor das indústrias transformadoras teve um decréscimo no número de empresas – tanto nas novas como nas já constituídas –, após ter tido os valores mais altos entre 2013 e 2015. Ainda assim, “as indústrias transformadoras são o setor com mais peso em volume de negócios, exportações e emprego no tecido empresarial nacional”, segundo os dados hoje conhecidos.

Em termos geográficos, a Informa D&B nota que “a subida do número de novas empresas ligadas ao turismo colocou novamente a Área Metropolitana de Lisboa na liderança do empreendedorismo, com quase 40% dos nascimentos de empresas a ocorrerem nesta região”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Foram criadas 160 empresas por dia em 2017. Turismo lidera

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião