Dieselgate. 90% resolvido até março. Resto é “blacklist”

A SIVA continua a reparar os modelos com motores a gasóleo que tinham um dispositivo que manipulava as emissões poluentes. Quase 80% dos casos está resolvido, mas não chegará aos 100%.

São mais de 100 mil os automóveis no mercado nacional equipados com motores Volkswagen que continham um dispositivo que manipulava as emissões de gases poluentes. Destes, a SIVA, responsável pela comercialização das marcas do grupo em Portugal, reparou já 79%, prevendo que possa chegar a 90% ou 91% do total até o final do primeiro trimestre. Os restantes ficarão numa “lista negra”.

A atualização de software, no âmbito do dieselgate, foi feita até ao final de 2017 em quase 79% de veículos Volkswagen, Audi, Skoda, referiu a empresa na apresentação dos resultados do último ano. A taxa de intervenção é, contudo, diferente entre as diferentes marcas: na Audi ascende a 83%, estando perto dos 80% na VW, mas em pouco mais de 50% nos Skoda, já que a solução chegou mais tarde a esta marca.

“Esperamos chegar aos 90% a 91% de solução até ao final deste primeiro trimestre”, referiu Pedro de Almeida, o homem-forte da SIVA, num encontro com jornalistas realizado em Lisboa esta sexta-feira. “Nunca vamos chegar aos 100% porque há uma blacklist (representa cerca de 7% do mercado)”, salientou o administrador executivo.

Esta blacklist, ou lista negra, são “pessoas que não respondem [aos contactos feitos pela marca], que foram vendidos a outro dono, ou exportados”, nota. Depois, há “pessoas que não querem” fazer esta atualização do software. “Mas quando forem à inspeção esse carro não passa. Chumba. Nós informamos o IMT das matrículas que não quiseram fazer esta atualização”, salienta. É que a “ação é obrigatória em Portugal”.

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