Gasóleo volta a ficar mais caro após disparo na passagem do ano

Tem carro a gasóleo? Más notícias. O preço do litro do diesel deverá voltar a subir na próxima semana para máximos desde 2015. Isto depois do agravamento de 3,5 cêntimos na passagem do ano.

Gasóleo prepara-se para ficar mais caro na próxima semana.Paula Nunes / ECO

O novo ano trouxe combustíveis mais caros para os portugueses não só por causa do comportamento dos preços do petróleo nos mercados internacionais, mas também por causa do agravamento dos impostos sobre os produtos petrolíferos, o chamado ISP. E a tendência de agravamento dos preços nas bombas de abastecimento deverá prosseguir na próxima semana. Sobretudo para o gasóleo, que se prepara para encarecer meio cêntimo.

De acordo com os cálculos do ECO com base nas cotações da Bloomberg, o litro do diesel, o combustível mais utilizado pelos portugueses, tem margem para subir meio cêntimo na próxima segunda-feira. Será o segundo agravamento do preço do gasóleo em 2018, depois do virar do ano ter trazido um aumento de 3,55 cêntimos por litro, segundo os dados da Direção-Geral de Energia.

A confirmar-se esta subida — e a evolução da cotação do gasóleo nos mercados esta sexta-feira ajudará a definir as contas finais para a formação do preço na próxima semana –, o litro do gasóleo subirá assim para os 1,326 euros nas bombas em Portugal Continental, e prepara-se para renovar um novo máximo desde, pelo menos, 2015.

Para quem tem automóveis a gasolina, as notícias são mais favoráveis. Em princípio, a atualização dos preçário na segunda-feira não deverá mexer no preço deste combustível que, tal como aconteceu com o gasóleo, também registou um disparo de 2,45 cêntimos com a entrada de 2018. Sendo assim, o litro de gasolina deverá permanecer nos mesmos 1,51 euros com que os postos nacionais abriram no primeiro dia do ano.

A evolução dos preços dos combustíveis nesta primeira semana de 2018 reflete as condições dos mercados internacionais. Desde o início do ano o barril de Brent e de crude apresentam valorizações de 1,5% e 2,5%, respetivamente, devido à turbulência no Irão e às temperaturas baixas nos EUA e no Canadá. Ainda assim, a valorização do euro face ao dólar ao longo da semana atenuou estas subidas.

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