Mercedes vende mais. E o A deu lugar ao C, o GLC

A fabricante germânica continua a crescer no mercado português. As vendas aumentaram em 6,2%, ligeiramente aquém do crescimento médio do mercado, mas com mais rentabilidade.

A Mercedes conseguiu um ano recorde. As vendas aceleraram, menos que a média do mercado, mas atingiram um nível nunca vistos no mercado nacional. O Classe A continua a puxar, mas foi a C que se destacou. Especialmente o GLC, que custa o dobro do pequeno familiar.

A marca registou um crescimento de 6,3% nas suas vendas, com Lisboa e Porto a arrebatarem 70% do total: Lisboa comprou 40% e o Porto 30% dos 16.273 veículos comercializados durante 2017. Foi um aumento de 900 viaturas, permitindo a Mercedes atingir um novo recorde em Portugal.

O Classe A desceu de 32% para 29%, sendo substituído pelos C. Na Classe C foram vendidos 4.740 automóveis, beneficiando do crescimento verificado nos GLC. As “Vendas aumentaram exponencialmente”, refere Nuno Mendonça, diretor-geral de Marketing e Vendas de Veículos da marca em Portugal. A faturação refletiu-se pela positiva. O preço é praticamente o dobro do Classe A e a rentabilidade também o é, especialmente numa marca em que 52% das vendas são para o canal frota. 37% são para clientes particulares.

O diesel domina as vendas da fabricante alemã, mas o mercado elétrico está a crescer. Em 2017, a Mercedes vendeu 572 unidades com motores plug-in. Foi quase mais 90% que no ano anterior. Não foi mais porque houve limitações de produto. E “vamos ter também uma versão plug-in a diesel“, diz a marca.

A eletrificação dos modelos está a acontecer e vai acelerar — até vai ter marca própria, a EQ. Há três anos, 99% era diesel. Este ano vendemos 572 plug-in. Teremos 5% a 6% de vendas de automóveis a gasolina. Para o ano, com o novo motor, o 1.4 a gasolina, haverá maior apetência por este combustível. E com o plug-in, as vendas dos diesel começarão a descer.

Este novo motor terá a sua estreia no Classe A, modelo que será totalmente renovado este ano. O lançamento está previsto para 3 de maio com este motor a gasolina, mas também um outro a gasóleo. Será um 1.5 litros diesel de 116 cv, só com caixa automática. O motor 1.4 a gasolina (denominado de A200) com 163 cv e terá uma versão plug-in em 2019.

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