As três condições para a Santa Casa entrar no Montepio

Edmundo Martinho diz que ainda não foi definido qual o valor que a instituição vai aplicar no banco da Associação Mutualista. É preciso, primeiro, uma avaliação financeira independente.

Ainda “não há nenhuma decisão tomada” quanto à entrada da Santa Casa da Misericórdia da Lisboa no capital do Montepio, adiantou o Edmundo Martinho aos deputados. Ouvido esta quarta-feira no Parlamento para explicar os contornos do investimento no banco, o provedor da Santa Casa esclareceu que o negócio se encontra dependente do cumprimento de três condições. Quais são?

Assegurando que a decisão final “é da Santa Casa no seu conjunto”, Edmundo Martinho declarou que ainda não foi definido qual o valor que a instituição vai aplicar no banco da Associação Mutualista — ainda que inicialmente se tenha falado em 200 milhões de euros por 10% do Montepio.

Para Edmundo Martinho, aquilo que a Santa Casa vai investir na Caixa Económica Montepio resultará do que disser a avaliação financeira independente encomendada ao Haitong. Esta é a condição número um imposta pelo provedor.

Número dois: entrada em simultâneo de outras entidades do setor social. Edmundo Martinho explicou de seguida que não será apenas a Misericórdia de Lisboa a entrar no capital do banco. Sublinhou que há um conjunto de entidades disponíveis para entrar e que estão só à espera da decisão da Santa Casa, como parceiro de referência, para elas próprias concretizarem o seu interesse no Montepio.

Finalmente, prosseguiu o provedor, porque não há ações no mercado que permitam saber qual o valor de mercado do Montepio, o único valor de referência em cima da mesa é o valor contabilístico do banco e o valor da oferta pública de aquisição (OPA) feita pela Associação Mutualista ao próprio banco. Mas Edmundo Martinho frisa que haverá sempre negociação e que é por isso que se justifica o tal estudo financeiro.

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