Acha que tem um bom salário? Compare-o com o de uma estrela do desporto

  • Juliana Nogueira Santos
  • 15 Janeiro 2018

Este comparador permite perceber as diferenças entre o seu salário e o de um desportista famoso, quer seja Messi ou Federer. Mas antes um aviso, os resultados podem ser desanimadores.

Com certeza que já se viu, em alguma altura da sua vida, a comparar os seus rendimentos com os de qualquer um jogador de futebol. Quando as transferências milionárias acontecem é quase impossível não pensar — ou mesmo desabafar — ‘nem se vivesse até aos 100 anos conseguia ganhar isto’. A Free Super Tips, uma casa de apostas britânica, decidiu quantificar este ‘se’ e os resultados não são muito animadores.

Através do simulador Sports Superstars Salary Calculator, é possível comparar os seus rendimentos anuais com os de estrelas de vários desportos, desde Lionel Messi a Roger Federer. É uma lista de seis desportos, onde se inclui o futebolista e o tenista, mas também o jogador de futebol americano Derek Carr, o basquetebolista LeBron James, o golfista Rory McIlroy e o boxeur Anthony Joshua.

O ECO fez uma simulação com um trabalhador que receba o salário mínimo nacional, atualizado neste ano de 2018 para os 580 euros. À taxa de câmbio atual, este salário corresponde a 515,62 libras, o que resulta num rendimento anual de 7.218,68 libras. A primeira (grande) comparação é logo com este valor. No mesmo período, Lionel Messi recebe, com patrocínios, 81.987.828 libras, enquanto Roger Federer aufere 47.767.660 libras.

Assim, Messi demora 46 minutos e 17 segundos a ganhar o salário anual deste trabalhador, sendo que, numa semana, o jogador de futebol argentino ganha 218 vezes o mesmo valor. No caso de Roger Federer, o tenista demora uma hora, 19 minutos e 26 segundos a ganhar as 7.218,68 libras, ganhando o mesmo valor 127 vezes numa semana.

Além do tempo que demora a acumular as receitas, as diferenças tornam-se ainda mais escabrosas quando passamos para o poder de comprar. Enquanto este trabalhador hipotético demorará 32 anos a comprar uma casa com uma avaliação média, Messi consegue comprar 353 casas por ano e Federer acumula capital para 205.

Se quisesse remodelar e renovar a decoração do Palácio de Buckingham, o trabalhador hipotético teria de trabalhar 51.255 anos para conseguir os 370 milhões de libras necessários. Federer conseguia pagar com o trabalho de sete anos, enquanto a Messi bastavam quatro anos.

Tal como alertámos no início, não são dados muito animadores. O aviso também já está a ser deixado por muitos nas redes sociais. Um utilizador do Twitter aconselha “se está com a autoestima em alta não deve, definitivamente, visitar” este site.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Acha que tem um bom salário? Compare-o com o de uma estrela do desporto

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião