Techstars a recrutar em Lisboa. Anda à procura de startups de retalho

Líder do programa de retalho da aceleradora alemã esteve pela primeira vez em Lisboa para recrutar startups com características para integrar mais uma edição do Techstars, a arrancar em abril.

A aceleradora internacional Techstars está em Lisboa para recrutar startups cujas soluções se dediquem ao negócio do retalho. A vinda a Lisboa integra uma série de visitas que a aceleradora está a fazer em parceria com o grupo alemão Metro, dono da Makro em Portugal.

“Estamos aqui por duas razões fundamentais: tivemos startups portuguesas no último programa e aproveitamos a oportunidade para as visitar. Lisboa deu-nos muito bons empreendedores e acreditamos que isso se pode repetir, que há outros tantos. Visitamos e demonstramos, explica Jag Singh, responsável pelo programa, ao ECO.

"O Paddy veio para cá com o Web Summit, e acho que há muito entusiasmo e hype neste momento e de potencial. Somos investidores, andamos à procura de boas oportunidades.”

Jag Singh

Techstars

Depois das reuniões de entre 20 a 30 minutos com startups portuguesas de todo o país, a equipa parte para Istambul naquela que é uma missão em cinco países da Europa para recrutar startups que queiram e tenham características para participar na aceleradora.

“Há muito dinheiro para startups em rondas posteriores mas o poder de moldar uma startup que ainda esteja em early stage e que, dentro de cinco anos pode estar a mudar qualquer coisa. E é isso que fazemos na Techstars”, esclarece Jag. “O que procuro são startups de alta qualidade, que são disruptivas em qualquer momento do canal de retalho. Gestão, blockchain. Tivemos candidaturas de todo o mundo, algumas direcionadas para o canal de distribuição, outros em blockchain. O que procuro são startups com qualidade que possam ser parceiros de grandes grupos retalhistas”, enumera.

Techstars e Metro são parceiros há cinco anos na procura de startups de retalho e acomodação.

“Há duas ou três que já chamam a minha atenção há algum tempo e estou muito curioso para as conhecer melhor”, explica o norte-americano, a viver em Londres há mais de oito anos.

Lisboa é um sítio central e pivô nesta tarefa de encontrar membros do ecossistema neste momento: o Paddy veio para cá com o Web Summit, e acho que há muito entusiasmo e hype neste momento e de potencial. Somos investidores, andamos à procura de boas oportunidades”, explica o responsável pelo programa, em entrevista ao ECO. “Podemos mostrar startups de todo o país e dar-lhes acesso às nossas redes combinadas — Techstars e Metro. Se fizermos isso, já fizemos algo bom neste mundo”.

 

As candidaturas para a aceleração Metro by Techstars, para startups cujo negócio é direcionado para o retalho, estão abertas até 2 de fevereiro. O programa, criado em 2015, arranca depois, a 23 de abril, com dez startups, e termina a 12 de julho com o Demo Day.

“Portugal é uma das cinco cidades onde estamos a recrutar: fazemos office hours e eventos, em que as startups que já participaram contam as experiências e explicam o que lá viveram. Ou podemos fazer também jantares com parceiros, para colocar em contacto atores do ecossistema”, explica Sylvia Dudek, diretora do programa de aceleração do Metro powered by Techstars. Além do programa direcionado para o setor do retail, a Metro e a Techstars têm outro, que acelera ideias na área da hospitalidade.

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