SIBS PayForward: Portugal já tem uma aceleradora para fintech

Startups ligadas à tecnologia e às finanças vão ter uma maneira de acelerar o negócio em Portugal. A nova aceleradora da SIBS é o único programa em Portugal dirigido às fintech.

Chama-se PayForward e é única no setor, em Portugal. A SIBS, em parceria com a Beta-i, apresentou na manhã desta quarta-feira o programa de aceleração com a assinatura Smart Finance and Payments Accelerator, dedicado a startups da área de fintech.

Este é o primeiro acelerador com assinatura da SIBS e quer dedicar-se especificamente a apoiar e acompanhar projetos na área dos serviços financeiros em torno dos pagamentos, num período que se prolonga durante oito semanas. Das candidaturas, deverão resultar 25 finalistas mas apenas 10 dos 25 finalistas integrarão o bootcamp.

As inscrições para o programa de estreia do SIBS PayForward abre a 7 de novembro e duram até 31 de janeiro.

"A SIBS tem a experiência, o know-how e a infraestrutura técnica necessárias para apoiar estas startups.”

Madalena Cascais Tomé

Presidente executiva da SIBS

“Há 30 anos, a SIBS foi fundada como uma startup, tendo conseguido impor-se como uma das empresas mais inovadoras no setor das fintech. Chegou a altura de contribuir e catalisar alguma dessa inovação para o ecossistema, uma espécie de ‘pay it forward’, ao criar esta oportunidade para mais startups poderem ajudar a inovar no contexto das soluções de pagamento ou outras soluções financeiras suportadas em tecnologias de informação”, disse Madalena Cascais Tomé, presidente executiva da SIBS.

Já Pedro Rocha Vieira, CEO da Beta-i, acredita que a área de pagamentos é de um enorme dinamismo, o que justifica a criação de um programa de aceleração específico para desenvolver ideias para o setor. “A indústria (…) tem sido acelerada em resultado da digitalização e de revoluções tecnológicas. Tem registado um forte investimento, cerca de 3,7 mil milhões dólares em 2016, um crescimento de mais de 60% face ao ano anterior. Esta é uma área com enorme potencial para ser acelerada, e onde players como a SIBS, pioneiros na indústria, querem continuar a ter um papel relevante”.

“Mais do que um ‘payments provider’, a SIBS pode posicionar-se como um broker de novas soluções em torno dos pagamentos, e este programa pioneiro pretende servir de ponto de encontro para as startups mais inovadoras desenvolverem a nova geração de soluções de pagamentos, em conjunto com uma empresa líder de mercado. Este projeto permite a uma entidade como a SIBS reforçar o seu posicionamento enquanto empresa inovadora, a nível mundial. As sinergias entre a Beta-i e a SIBS para a criação deste acelerador ficaram desde logo evidentes, e é por isso que temos a confiança de ter criado um projeto distintivo, com potencial de transformação da indústria onde se insere. Ao mesmo tempo, também reforça o seu compromisso em identificar potencial nas startups, afirmando o papel desta empresa enquanto apoiante do ecossistema”, acrescenta.

O programa inclui ainda o acesso a consultores da SIBS, o que, em conjunto com a rede Beta-i, significa o acesso a uma plataforma de mais de 200 mentores e mais de 500 startups, bem como a eventos de topo dentro desta área.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

SIBS PayForward: Portugal já tem uma aceleradora para fintech

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião