Banco BIG quer expandir-se para Espanha este ano

  • ECO
  • 23 Janeiro 2018

O BIG quer abrir uma sucursal em Espanha, ainda este ano. O objetivo do banco liderado por Carlos Rodrigues é aproveitar as potencialidades de um mercado mais vasto do que o nacional.

O BIG quer expandir-se para Espanha ainda este ano, através da abertura de uma sucursal, para aproveitar as potencialidades de um mercado mais vasto do que o português, disse hoje o presidente do banco numa conversa com jornalistas.

Segundo Carlos Rodrigues, a operação em Espanha irá dedicar-se sobretudo à gestão de património e operações de corretagem (operações de compra e venda de ativos) e, para avançar, falta-lhe a aprovação dos supervisores, que espera que aconteça este ano.

O BIG – Banco de Investimento Global abriu portas há quase 20 anos (o registo no Banco de Portugal é de 1999), tendo atualmente 18 agências. Em 2016 teve lucros de 43,7 milhões de euros, abaixo dos 74,5 milhões de euros de 2015. Quanto às contas de 2017, deverão ser divulgadas nas próximas semanas.

Relativamente a operações internacionais, em 2016 o banco expandiu-se para Moçambique, trabalhando naquele país lusófono como banco de investimento, nomeadamente através de financiamento de projetos, operações em bolsa e transações de títulos de dívida.

O banqueiro disse que o BIG Moçambique está a correr bem, aproveitando “uma lacuna de mercado”, já que havia operações em que não havia empresas financeiras que as fizessem.

Carlos Rodrigues afirmou que espera que 2017 (o primeiro ano de operação completa) tenha fechado com cerca de um milhão de dólares de lucro (cerca de 800 mil euros) em Moçambique. Em Portugal, o Banco BIG trabalha com clientes particulares a retalho e empresas, oferecendo sobretudo produtos de poupança (como contas de depósito) e produtos de investimento. Também concede crédito, mas esta atividade é mais residual.

Desde 2004 que o banco distribui, todos os anos, dividendos aos seus acionistas, sendo que desde então já concedeu 117 milhões de euros. Os principais acionistas do BIG são António da Silva Rodrigues, com 12,39% do capital, a sociedade Adger, com 11,14%, Carlos Adolfo Coelho Figueiredo Rodrigues, com 9,94%, a sociedade WWC World Wide Capital, com 9,93%, e Nicholas Leo Racich, com 5,31%. O banco tinha, em 2016, cerca de 218 trabalhadores em Portugal e 24 em Moçambique.

O BIG apresentou hoje aos jornalistas um novo processo tecnológico que permite abrir uma conta à distância através do ‘smartphone’, sem necessidade de o cliente se deslocar a uma agência ou assinar papéis. Para a abertura de conta, o cliente deve fazer o download da App do BIG no seu telefone e a recolha de informação é feita quase de forma automática, através de leitura dos dados do cartão do cidadão usando a tecnologia OCR.

É depois feita uma videochamada para validar a identidade do novo cliente e este assina documentos através de assinatura digital, sendo então aberta a conta, na qual é necessário depositar o mínimo de 500 euros (através de transferência bancária ou ao balcão, se o cliente preferir).

Este processo totalmente digital de abertura de conta bancária arrancou há um mês (22 de dezembro) e, segundo o BIG, desde então já foram abertas 100 novas contas deste modo. A abertura de conta digital não é possível para clientes que ainda tenham o Bilhete de Identidade.

 

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