Em três meses, preço das casas subiu 7% numa freguesia de Lisboa e 17% noutra do Porto

Nos municípios de Lisboa e do Porto, o metro quadrado ficou 80 euros mais caro no espaço de apenas três meses. Quando se faz a comparação anual, os aumentos chegam a ultrapassar os 40%.

Os preços das casas estão a disparar em Portugal, mas a evolução é muito díspar nos vários pontos do país. Se há municípios onde o metro quadrado não só está a ficar mais barato, como não chega aos 200 euros — é o caso de Boticas, Penalva do Castelo ou Vimioso –, há outros onde quem quiser comprar casa terá de pagar mais de 1.500 euros por metro quadrado. É nos principais centros urbanos do país que se conhecem os maiores aumentos: em Lisboa, há freguesias onde o preço do metro quadrado aumentou 7% no espaço de apenas três meses. Há até uma freguesia, no Porto, em que o aumento foi de quase 17%.

Lisboa é o município mais caro do país para comprar casa. Na capital, o preço mediano do metro quadrado era, no terceiro trimestre do ano passado, de 2.315 euros. É um aumento de 3,77%, ou mais 84 euros, em relação aos 2.231 que tinham sido registados no segundo trimestre, e de 15,5% em relação aos preços de 2016.

Metro quadrado custa 2.315 euros em Lisboa

Quando a comparação é feita com os preços de 2016, há subidas superiores a 30% ou mesmo 40% em algumas freguesias da capital. Em Santo António (onde fica a zona do Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade), o metro quadrado disparou 46% em relação ao que se verificava em 2016 e está agora nos 3.425 euros. Já a Misericórdia, onde fica o Cais do Sodré e o Chiado, é a zona mais cara, com o metro quadrado a aumentar 38,5% no espaço de um ano, para os 3.440 euros.

Mas, na comparação em cadeia, os aumentos também são expressivos, sobretudo tendo em conta que ocorreram no espaço de apenas três meses. Só há duas freguesias onde os preços caíram: Marvila, a zona mais barata da cidade para comprar casa, onde o metro quadrado custa 1.559 euros, e Belém, com um valor mediano de 2.500 euros por metro quadrado.

Em todas as outras freguesias, os preços aumentaram, e muito. No espaço de apenas três meses, os valores subiram 7,14% em Arroios, para um preço mediano de 2.266 euros por metro quadrado, naquele que foi o maior aumento em cadeia. Há outras quatro freguesias onde os preços aumentaram 6% ou mais de um trimestre para outro: Estrela, Misericórdia, Areeiro e Santa Clara. Já em termos absolutos, foi na Misericórdia que o metro quadrado ficou mais caro, aumentando em 196 euros em apenas um trimestre.

A Misericórdia passou, assim, a ser a freguesia mais cara de Lisboa, ultrapassando Santo António. Já os Olivais deixaram de ser a freguesia mais barata, lugar que passou a ser ocupado por Marvila.

Em três meses, preços sobem 3,7% no município de Lisboa

No Porto, há subidas ainda mais expressivas. Os preços do município fixaram-se em 1.254 euros por metro quadrado no terceiro trimestre, o que representa um aumento de 14% em relação a 2016 e de 7% (mais 83 euros) quando comparados com o segundo trimestre de 2017. Também aqui, há crescimentos a dois dígitos em termos homólogos. Foi o caso da união de freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, onde o metro quadrado se fixou em 1.445 euros no final de setembro do ano passado, mais 41% do um ano antes.

Metro quadrado custa 1.254 euros no Porto

Os valores são bastante inferiores aos de Lisboa, mas não só não há qualquer freguesia em que os preços tenham diminuído na comparação em cadeia, como o ritmo de crescimento é muito mais acelerado em algumas zonas. Em Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, os preços dispararam 16,81% do segundo para o terceiro trimestre de 2017, com o metro quadrado a aumentar em 208 euros em três meses. Já em Paranhos, os preços aumentaram em 7,84% entre o segundo e o terceiro trimestre do ano passado, para 1.155 euros por metro quadrado.

O ranking por preços mantém-se quase igual no Porto. A união de freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde continua a ser mais cara e a Campanhã mantém-se como a mais barata.

Em três meses, preços sobem 7% no município do Porto

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