Igualdade salarial. Novo CEO da easyJet pede corte no seu salário

  • ECO
  • 29 Janeiro 2018

Novo líder executivo da easyJet diz-se absolutamente empenhado na luta pela igualdade salarial e pede, por isso, que o seu salário seja reduzido para igualar o da sua antecessora.

Já dizia o pacifista Mahatma Gandhi e parece defender o novo líder executivo da easyJet: “seja a mudança que quer ver no mundo”. Esta segunda-feira, a transportadora aérea britânica anunciou que Johan Lundgreen pediu que o seu salário seja cortado para que assim iguale o recebido pela sua antecessora, Carolyn McCall.

“Na easyJet, estamos absolutamente empenhados no compromisso de garantir remunerações iguais e as mesmas oportunidades para mulheres e homens“, sublinhou, em comunicado, Lundgreen. O líder executivo da companhia aérea explicou que quer aplicar essa filosofia a todos os colaboradores e acrescentou: “para mostrar o meu compromisso pessoal, pedi ao Conselho que reduza o meu salário para igualar o da Carolyn”.

Quando Johan Lundgreen foi nomeado presidente executivo da easyJet, estava previsto que auferisse anualmente 740 mil libras (842,4 mil euros). Com este pedido, o veterano do turismo passará a receber quase 5% menos, isto é, 706 mil libras (803,7 mil euros).

Fazer mais do que as metas

Além de lutar contra a desigualdade salarial entre géneros, Johan Lundgreen diz-se dedicado à transformação da comunidade de pilotos e promete que quer ir mais longe do que a meta (aumentar em 20% o número de mulheres, nesta área, até 2020), na inclusão de profissionais femininas, nestes cargos.

A disparidade entre o número de profissionais femininas e masculinos nesta comunidade é apontada pela companhia britânica em causa como principal justificação para o fosso salarial de mais de 50% entre géneros, registado nesta empresa.

Tal se explica porque os pilotos recebem remunerações mais altas, mas 94% deles são homens — um problema que se estende a toda a indústria, já que, em todo o mundo, apenas 4% destes profissionais são mulheres. Segundo a easyJet, no último ano, foram recrutadas 49 copilotas, o que representou um aumento de 48% relativamente ao ano anterior.

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