Famalicão tem 350 vagas para acolher trabalhadores da Ricon

  • ECO
  • 5 Fevereiro 2018

Várias empresas, na maioria do setor têxtil, comunicaram à Câmara Municipal de Famalicão vagas de emprego. "É muito provável que nos próximos dias esta bolsa cresça ainda mais", diz a Câmara.

Os trabalhadores da Ricon, declarada insolvente, já dispõem de 350 vagas disponíveis para serem ocupadas imediatamente. Cerca de vinte empresas comunicaram as oportunidades de trabalho à Câmara de Vila Nova de Famalicão, sendo a maior parte do setor têxtil.

“Fomos contactados por um conjunto de empresários famalicenses que nos manifestaram as disponibilidades que têm ao nível de recursos humanos e fomos também ao encontro de outros onde suspeitávamos da existência de necessidades a este nível”, assinala o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, explicando que o processo não está encerrado e que “é muito provável que nos próximos dias esta bolsa de disponibilidades de emprego cresça ainda mais”.

A empresa que apresentou mais vagas foi a Coindu, que está à procura de 100 costureiras. A empresa tem capital alemão, mas está instalada na Vila de Joane, e dedica-se à produção de componentes têxteis para a indústria automóvel. Segue-se a têxtil Riopele, que comunicou 58 empregos disponíveis. Malhinter e a Scoop precisam de 35 novos trabalhadores para a sua confeção. Já a Primor, abre as portas a outro setor, o agroalimentar: precisa de 46 colaboradores.

A Câmara Municipal vai agora fazer chegar ao Centro de Emprego de Vila Nova de Famalicão a informação que dispõe de forma a que seja acionada a ligação entre estas empresas e os funcionários da Ricon para a sua eventual contratação. A autarquia disponibiliza ainda outro tipo de apoios para os trabalhadores afetados pelo fecho da Ricon. Oferece apoios sociais, ajuda psicológica e ainda o acesso ao programa Qualifica, onde os trabalhadores podem adquirir novas competências para a sua inserção noutros setores profissionais ou para o relançamento das suas carreiras profissionais.

Ricon apresentou-se à insolvência no final de 2017, tendo um passivo de quase 33 milhões de euros. Os cerca de 800 trabalhadores do grupo, que detém as lojas da Gant em Portugal, receberam na segunda-feira as cartas de despedimento. A Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) classifica os recentes encerramentos da ex-Triumph e da Ricon como “uma infeliz coincidência” num dos “períodos mais positivos” do setor, que em 2017 atingirá exportações recorde de 5.200 milhões de euros.

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