Espanha apresenta candidatura de Luis de Guindos à vice-presidência do BCE

  • Lusa
  • 7 Fevereiro 2018

O executivo espanhol decidiu apresentar a candidatura do ministro da Economia, ao lugar de vice-presidente do Banco Central Europeu, que é ocupado atualmente por Vítor Constâncio.

O Governo espanhol decidiu apresentar a candidatura de Luis de Guindos, ministro da Economia, ao lugar de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), atualmente ocupado pelo português Vítor Constâncio.

Segundo a imprensa espanhola, o embaixador da representação permanente de Espanha junto da União Europeia (Reper) enviou uma carta com a candidatura de Guindos ao presidente do Eurogrupo, Mário Centeno.

O prazo para os países da zona euro apresentarem candidatos ao cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu termina esta quarta-feira, sendo que Espanha e Irlanda já tinham anunciado que iriam entrar na corrida.

O novo vice-presidente vai substituir o português Vítor Constâncio no comité executivo do BCE, cujo mandato termina em 31 maio.

O primeiro-ministro, António Costa, reiterou na terça-feira o apoio a uma candidatura de Luis de Guindos, no decorrer de uma reunião em Madrid com o homólogo espanhol.

“Nós, relativamente a Luis de Guindos, manifestámos também o nosso apoio ao Governo espanhol, se vier a apresentar [a candidatura] a um lugar que tem sido ocupado até agora por um português, que é o doutor Vítor Constâncio”, disse António Costa na sequência do almoço de trabalho que teve com Mariano Rajoy.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Espanha apresenta candidatura de Luis de Guindos à vice-presidência do BCE

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião