Forbes divulga a primeira lista de criptomilionários. Há nomes bem conhecidos

  • Juliana Nogueira Santos
  • 7 Fevereiro 2018

Ganharam milhares de milhões da noite para o dia com as moedas digitais. A Forbes junta-os agora numa lista de "criptomilionários" para impedir que "se escondam nas sombras".

A febre das moedas virtuais tem criado milionários de um dia para o outro — mesmo quando parece que a bolha está quase a rebentar. Com mais de 1.500 criptomoedas espalhadas pela blockchain, e um valor agregado médio de 550 mil milhões de dólares, a Forbes conseguiu juntar, numa só lista, as 20 pessoas que mais têm lucrado com estes ativos.

No topo da lista dos mais ricos no mundo das criptomoedas está Chris Larsen, de 57 anos, que fundou em parceria com Jed McCaleb a Ripple, uma das moedas digitais mais populares. Segundo as contas da Forbes, que devido à volatilidade e a opacidade destes ativos são apresentadas num intervalo de valores, Larsen terá em carteira 7,5 mil milhões a 8 mil milhões de dólares.

Segue-se Joseph Lubin, um dos nomes por detrás da Ethereum, com uma fortuna que irá dos 1.000 milhões aos 5 mil milhões de dólares e ChangpengCZZhao, presidente executivo da plataforma Binance, a registar de 1,1 mil milhões a 2 mil milhões de dólares. Conhecem-se também nomes como os dos gémeos Winklevoss, Vitalik Buterinou Tim Draper.

“A nossa primeira lista de criptomilionários oferece-nos uma fotografia de um momento chave, uma parte da transparência necessária para tirar as moedas da sua origem como um ativo desconhecido”, afirmou o editor-chefe da Forbes, Randall Lane.

"Fortunas desta magnitude não devem ficar escondidas nas sombras.”

Randall Lane

Editor-chefe da Forbes

A revista considera ainda que os valores poderão estar fora dos limites ou que haverão, com certeza, milionários esquecidos por esse mundo fora. Ainda assim, e como afirma Lane, “fortunas desta magnitude não devem ficar escondidas nas sombras”. Veja abaixo a lista completa dos milionários das criptomoedas.

Lista completa de criptomilionários (valores em dólares)

  1. Chris Larsen — cofundador da Ripple — 7,5 mil milhões a 8 mil milhões
  2. Joseph Lubin — cofundador da Ethereum e fundador da Consensys — 1.000 milhões a 5 mil milhões
  3. Changpeng “CZ” Zhao — CEO da Binance — 1,1 mil milhões a 2 mil milhões
  4. Tyler e Cameron Winklevoss — confundadores do Winklevoss Capital — 900 milhões a 1,1 mil milhões
  5. Matthew Mellon — investidor individual — 900 milhões a 1.000 milhões
  6. Brian Armstrong — CEO da Coinbase — 900 milhões a 1.000 milhões
  7. Matthew Roszak — cofundador da BloQ e fundador do Tally Capital — 900 milhões a 1.000 milhões
  8. Anthony Di Iorio — cofundador da Ethereum e fundador da Jaxx e da Decentral — 750 milhões a 1.000 milhões
  9. Brock Pierce — chairman da Bitcoin Foundation e conselheiro da Block One — 700 milhões a 1.000 milhões
  10. Michael Novogratz — CEO da Galaxy Digital — 700 milhões a 1.000 milhões
  11. Brendan Blumer — CEO da Block.one — 600 milhões a 700 milhões
  12. Dan Larimer — CTO da Block.one — 600 milhões a 700 milhões
  13. Valery Vavilov — CEO da Bitfury — 500 milhões a 700 milhões
  14. Charles Hoskinson — cofundador da Ethereum e da IQHK — 500 milhões a 600 milhões
  15. Brad Garlinghouse — CEO da Ripple — 400 milhões a 500 milhões
  16. Barry Silbert — CEO do Digtal Currency Group — 400 milhões a 500 milhões
  17. Vitalik Buterin — criador da Ethereum — 400 milhões a 500 milhões
  18. Tim Draper — fundador da Draper Associates — 350 milhões a 500 milhões
  19. Song Chi-Hyung — CEO da Dunamu — 350 milhões a 500 milhões

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Forbes divulga a primeira lista de criptomilionários. Há nomes bem conhecidos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião