Navigator sobe nas vendas mas não compensa nos lucros em 2017

A papeleira terminou 2017 com lucros de 207,8 milhões de euros, 4,5% abaixo do registado no período homólogo. Quebra de lucros reflete efeitos de impostos que beneficiaram empresa em 2016.

O negócio da pasta, energia e tissue cresceu, mas os lucros caíram. Este é o balanço da atividade da Navigator que no ano passado viu os seus lucros reduzirem-se em 4,5%, para perto de 208 milhões de euros, sofrendo o impacto de resultados recorrentes positivos registados em 2016. O último trimestre do ano o resultado líquido da empresa caiu 26%, para 62 milhões de euros, penalizado pelo impacto dos incêndios.

A papeleira terminou 2017 com lucros de 207,8 milhões de euros, 4,5% abaixo dos 217,5 milhões que se verificaram no ano anterior, revelou a empresa em comunicado enviado à CMVM. Na prestação de contas, a Navigator salienta a “evolução positiva do volume de negócios (+4%) com forte crescimento dos negócios de pasta, energia e tissue“. O volume de negócios da Navigator fixou-se em 1.636,8 milhões de euros no ano passado, o que compara com 1.577,4 milhões de euros registados em 2016.

O valor das vendas de pasta cresceram 19%, beneficiando do aumento do volume e do preço, enquanto as vendas de energia elétrica aumentaram 13%, em valor. Já o valor das vendas de tissue crescerem 10%.

Neste contexto, o EBITDA da empresa subiu 1,6%, dos 397,4 milhões para 403,8 milhões de euros.

A papeleira justifica a quebra de resultados em 2017 com efeitos não recorrentes que tinham afetado positivamente os lucros de 2016. “Importa referir que os resultados líquidos de 2016 beneficiaram de reversão de provisões para impostos, bem como do efeito do regime extraordinário de reavaliação fiscal que resultaram num valor de impostos positivo de sete milhões de euros, e que compara com um valor negativo de cerca de 40 milhões de euros em 2017″, especifica a Navigator.

Entre os impactos não recorrentes mais significativos relativos ao ano passado, a Navigator salienta os incêndios florestais, estimando que tenham representado um impacto negativo de sete milhões de euros no ano, contabilizado em ativos biológicos. Efeito que foi, contudo, quase compensado pelos recebimentos de indemnizações relativas ao incêndio de Vila Velha de Ródão e ao turbogerador de Setúbal, que no seu conjunto resultaram num valor positivo de 6,5 milhões de euros revela a empresa.

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