Maré vermelha inunda Ásia. Novo tombo nas bolsas

Os principais índices bolsistas asiáticos sofreram novas perdas acentuadas, contagiados por novo tombo em Wall Street. Perdas também chegaram a 4% na Ásia.

O nervosismo continua a imperar entre os investidores. A Ásia voltou a ser contagiada por uma nova maré vermelha em Wall Street na quinta-feira, com os principais índices bolsistas da região a sofrerem fortes perdas na última sessão da semana. Quedas variam entre os 2% e os 4%.

A bolsa de Tóquio terminou em terreno negativo, com o Nikkei 225 a desvalorizar 2,3%, estendendo para 8,1% a perda acumulada na semana. Já a bolsa sul coreana recuou até mínimos de cinco meses ao terminar com um recuo de 1,82%. Mais extensas são as perdas registadas no mercado acionista chinês. A bolsa de Shangai recuou 4,1% neta sexta-feira, estendendo para perto de 10% a queda semanal: a maior desde janeiro de 2016.

“A poeira ainda não assentou e penso que os compradores e vendedores estão a tentar perceber o que é que o mercado quer realmente fazer”, referiu Jonathan Corpina, da Meridian Equity Partner, citado pela Reuters, no fecho de Wall Street. “Acho que isto vai continuar nas próximas sessões”, antecipava ainda na altura este especialista.

“A fase de correção nas ações poderá durar ao longo de fevereiro e possivelmente até março”, afirmava já nesta sexta-feira Masahiro Ichkawa, estratega de gestora de ativos Simutomo Mitsui, citado pela Reuters.

Esta correção nos mercados já era mais ou menos esperada pelos analistas, depois de meses de valorizações das ações. Na passada sexta-feira, com os bons dados da economia norte-americana, desencadeou-se uma onda vendedora em Nova Iorque com os investidores a recearem mais subidas das taxas de juro da parte da Reserva Federal norte-americana em resposta ao bom momento económico, que começa a colocar pressão na taxa de inflação. Onda de nervosismo que se estende aos restantes mercados acionistas.

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