BPI vende posição na Super Bock a Violas. Família passa a controlar a maior empresa de cervejas portuguesa

A venda da posição na Viacer, que detém 56% da Super Bock, foi acordada por uma soma de 233 milhões de euros.

A Família Violas vai passar a controlar a maioria do capital da Super Bock. Em vez de 46,5%, vai ficar com 71,5% da Viacer, isto depois de ter acordado a compra da participação na “holding” ao BPI e ao Fundo de Pensões do banco numa operação avaliada em 233 milhões de euros.

“O Banco BPI e o Fundo de Pensões do Banco BPI assinaram um contrato através do qual acordaram vender à Violas as suas quotas na sociedade Viacer – Sociedade Gestora de Participações Sociais, sociedade que detém 56% do capital social da Super Bock Group”, refere o comunicado enviado à CMVM.

“O valor global da transmissão de quotas é de 233 milhões de euros”, sendo que o Banco BPI é titular de uma quota representativa de 14% do capital social da Viacer,
que acordou vender pelo valor de 130.480.000 euros, já o Fundo de Pensões do Banco BPI é titular de uma quota representativa de 11% do capital social da Viacer, que acordou vender por 102.520.000 euros.

"O valor global da transmissão de quotas é de 233 milhões de euros.”

BPI

Após esta operação, “o grupo português encabeçado pela Violas SGPS aumentará a sua participação na Viacer dos atuais 46,5% para 71,5%, passando, indiretamente, a deter a maioria do capital social da Super Bock Group, a maior empresa de cervejas portuguesa”, refere o mesmo comunicado, salientando que a operação está dependente da “não oposição por parte da autoridade da concorrência competente”.

O Grupo Violas SGPS é um dos principais grupos económicos portugueses com investimentos em diversas áreas, nomeadamente turismo, educação, imobiliário, bebidas e têxtil. Foi fundado em 1943 pelo Comendador Manuel de Oliveira Violas, e inicialmente dedicou-se à área da cordoaria (têxtil).

Puxar pelos rácios do BPI

O banco liderado por Pablo Forero irá receber cerca de 130 milhões de euros com esta operação, valor que permitirá reforçar os rácios de capital uma vez concluída a transação.

“A transmissão da quota do Banco BPI (14% da Viacer) teria um impacto proforma no CET1 fully loaded de 31 de dezembro de 2017 de 45 pontos de base, pelo que o referido rácio passaria de 12,3% para 12,7%; no que toca ao rácio de capital total este passaria de 14,0% para 14,5%”, conclui o banco.

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