Jardim promete “bengaladas” aos “meninos mal comportados” do PSD

  • Lusa
  • 17 Fevereiro 2018

"Agora, mais do que nunca vamos unir-nos", afirmou Alberto João Jardim, prometendo distribuir bengaladas se continuarem no partido "guerras de alecrim e manjerona".

O ex-presidente do Governo Regional da Madeira defendeu “o sonho de Sá Carneiro”, de “uma maioria e um Presidente que não seja situacionista” e prometeu distribuir bengaladas se continuarem no partido “guerras de alecrim e manjerona”.

“Nada de ansiedades, vamos ter de lutar, e lutar até construirmos o sonho de Sá Carneiro, uma maioria e um Presidente que não seja situacionista, mas que seja capaz de fazer um referendo em Portugal sobre a Constituição”, defendeu Alberto João Jardim.

Perante o 37.º Congresso do PSD, em Lisboa, Jardim fez também um apelo à união do partido, desafiando: “Se continuarem a fazer disto uma guerra de alecrim e manjerona, terei de vir aqui para dar umas bengaladas nos meninos mal comportados”.

“Agora, mais do que nunca vamos unir-nos”, afirmou. Alberto João Jardim enunciou sete objetivos para o país, relativamente aos quais “ou o PS converge ou não converge”, mas “se não converge, então, o papel do PSD não é dar importância ao PS e falar deles”, mas “explicar ao povo português” as consequências de não querer mudar a sua ação.

Esses sete objetivos passam por mais investimento público e privado, o fim da burocracia, a “coragem para a reforma na justiça“, um “sistema fiscal mais atrativo” para empresas e cidadãos, a descentralização em todo o território nacional, maior regulação do sistema financeiro, e “uma correta regulamentação da lei da greve no sistema de transportes e de saúde”.

“Os portugueses não podem ficar à mercê de chantagens nos transportes e na saúde”, declarou. Para Alberto João Jardim, é precisa uma reforma constitucional e uma reforma na Europa, para a qual defende uma “frente dos países do Sul”, rumo a um “federalismo da União Europeia”, que garanta os mesmos direitos e distribuição de rendimentos aos trabalhadores do Norte e do Sul.

Sem essa igualdade entre Norte e Sul, decretou: “Estamos num grande ‘bluff’, estamos numa grande treta”.

Numa intervenção de 15 minutos, Jardim argumentou ainda que a solução que apoia o Governo do PS não é de esquerda. “Sempre aprendi desde pequenino e ouvi dizer que a esquerda é quem transforma. Virem dizer que forças políticas que não querem mudar nada são de esquerda, estão a gozar comigo. Não me digam que a ‘geringonça’ é de esquerda, a ‘geringonça’ é do mais reacionário e conservador que temos em Portugal”, disse.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Jardim promete “bengaladas” aos “meninos mal comportados” do PSD

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião