Galp: “Precisamos de um Brent mais baixo do que a maioria”

  • Ana Batalha Oliveira
  • 20 Fevereiro 2018

O CEO da Galp aponta resiliência da empresa como aposta contra possíveis quebras no preço do petróleo. "Temos vindo a reduzir a imprevisibilidade dos nossos ativos", diz Carlos Gomes da Silva.

“Precisamos de um preço de Brent mais baixo do que a maioria das empresas por esse mundo fora”, assinala o CEO da Galp, Carlos Gomes da Silva, no dia da apresentação de resultados. A empresa avança que só precisa do petróleo a cotar nos 25 dólares — isto quando a matéria-prima arrancou o ano a superar os 70 dólares.

O barril de Brent, referência na Europa, pode cair até aos 25 dólares sem prejuízo para a Galp — todos os preços acima desta fasquia representam lucro para a empresa. “Temos vindo a reduzir a imprevisibilidade dos nossos ativos“, justifica Carlos Gomes da Silva, num encontro com os jornalistas durante o Capital Markets Day, dia dedicado a apresentar as contas aos investidores na cidade de Londres. O ponto de breakeven — os 25 dólares — é um número que tem vindo a decrescer: “O ano passado estava nos 65 dólares”, relembra o CEO.

O preço de breakeven da Galp encontra-se no primeiro quartil, colocando-se numa posição favorável em relação aos concorrentes.

Para Carlos Gomes da Silva, “não é o próximo ciclo de crescimento que está em causa. Temos obrigação de torná-lo ainda mais rico mantendo o perfil de baixo breakeven“. Segundo o CEO, os 15% de retorno sobre o investimento que coloca como meta “dependem quase exclusivamente de nós e não de investimentos inorgânicos” — isto é, de novos projetos — e quer extrair sobretudo maior valor dos investimentos já existentes. A possibilidade de avançar para o México, confirmou o CEO, foi descartada. “Dos 60 projetos que analisámos o ano passado, só concorremos a dois. E foram os dois que ganhámos”, acrescentou o CFO, Filipe Silva.

Esta terça-feira, o barril de Brent está a cair 0,35% para 65,44 dólares, pouco depois de ter registado a pior semana desde janeiro de 2016, um tombo de 8% que ainda assim pôs o ouro negro a cotar abaixo dos 62 dólares.

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