Galp reforça no Brasil. Soma duas plataformas à exploração

  • Ana Batalha Oliveira
  • 20 Fevereiro 2018

"Vamos ser muito seletivos nas operações de investimento e rigorosos na forma como alocamos o capital", garantiu o CEO, Carlos Gomes da Silva, durante a apresentação de resultados aos investidores.

Eram sete as plataformas petrolíferas que a Galp Energia tinha em operação no Brasil. Em 2018, passam a nove — e já está agendada a participação da energética em dois leilões no mesmo país. Os planos para Moçambique a para as renováveis estão ainda numa fase muito inicial.

“Vamos ser muito seletivos nas operações de investimento e rigorosos na forma como alocamos o capital”, garantiu o CEO, Carlos Gomes da Silva, durante a apresentação de resultados aos investidores. “Não estamos ansiosos de conseguir mais projetos para a nossa empresa“, diz, sublinhando o foco em aumentar o número de barris a partir das localizações já em atividade.

Em 2018, o Brasil vai reforçar a produção nas áreas de Lula Extensão Sul, Lula Norte, Berbigão/Sururu, com estas duas últimas a entrarem em atividade pela primeira vez este ano. Em março, a Galp vai participar num leilão no qual com o objetivo de conquistar 70 novos blocos em 8 bases diferentes deste país. O segundo leilão está marcado para junho, e nele a empresa vai reclamar cinco blocos de exploração pré-sal. Um terceiro concurso ainda está por confirmar.

Em Angola, é na região de Kaombo Norte, mais precisamente no Bloco 32, que a Galp espera crescer durante este ano. A exploração em Mamba, Moçambique, só deverá começar em 2025, embora seja destacado como chave para aproveitar as oportunidades de mercado que a Galp prevê. No continente africano, outro dos investimentos previstos é “o reforço da capacidade logística“, anuncia ainda Carlos Gomes da Silva, embora preveja que este movimento pese muito significativamente nas contas da empresa.

O negócio das energias renováveis também acusa uma fase bastante prematura, e ficará em suspenso até ao início da próxima década. “Deveremos começar pela Península Ibérica”, afirmou o CEO, justificando com as horas de sol e uma tecnologia que se está a desenvolver “muito, muito rapidamente”. No dia anterior à apresentação, soube-se que Galp Energia avançou com um pedido de licenciamento da sua primeira central fotovoltaica, em S. Teotónio, concelho de Odemira, com uma capacidade de produção de seis megawatts (MW).

Em 2018, a energética prevê um crescimento da produção de 15 a 20%, mantendo o intervalo anunciado no ano anterior. O CEO afirma ainda que “o portefólio atual assegura o crescimento da produção a longo prazo”.

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