Estaleiros de Viana do Castelo vão construir dois navios híbridos em 2018

  • Lusa
  • 21 Fevereiro 2018

A caminho está também um navio 100% elétrico, que deverá surgir em 2020 ou 2021.

A WestSea, subconcessionária dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), vai começar a construir este ano dois navios híbridos, equipados com motores elétricos e de combustão, informou esta quarta-feira fonte da empresa do grupo Martifer.

“Ainda em 2018 estamos em condições de arrancar com os primeiros projetos e construir dois navios híbridos, que depois darão origem a um navio 100% elétrico, que deverá surgir em 2020 ou 2021”, disse Vítor Figueiredo, da WestSea. O responsável pela empresa do grupo Martifer falava em Aveiro durante a conferência “A Economia Portuguesa e a Indústria 4.0: O Cluster do Mar”.

Vítor Figueiredo fez um balanço positivo da presença do grupo português em Viana do Castelo, adiantando que o projeto começou com “uma infraestrutura que estava parada há cerca de dois anos, com alguns equipamentos sem funcionar e alguns edifícios a precisar de restauro”. “Em 2015, já tínhamos contratos de construção naval e até hoje, quatro anos volvidos, já construímos e entregámos cinco navios. Para este ano de 2018, temos mais cinco navios para entregar e já temos em carteira navios para 2019”, avançou.

No futuro, o objetivo da WestSea passa por aprofundar o canal de navegação dos estaleiros, uma obra que, segundo Vítor Figueiredo, “vai permitir duplicar a atividade de reparação naval”. “Neste momento, estamos a trabalhar com a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo e com Ministério do Mar para se reunir condições para poder haver algum investimento no aprofundamento do canal”, disse o mesmo responsável.

Vítor Figueiredo referiu ainda que, atualmente, os estaleiros estão a trabalhar a 100%, dando emprego a cerca de 800 pessoas, e realçou que um dos principais desafios da empresa tem sido a falta de mão-de-obra qualificada. “Temos em curso vários projetos de formação profissional para serralheiros e soldadores para ver se conseguimos colmatar esta necessidade que é ter pessoas qualificadas neste setor para trabalhar”, disse.

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