Venezuela consegue 735 milhões de dólares com pré-venda de petro

  • Juliana Nogueira Santos
  • 21 Fevereiro 2018

No primeiro dia de pré-venda, o Governo de Maduro encaixou 735 milhões de euros com a petro. O presidente fala de "um passo gigante".

O primeiro dia de pré-venda da nova criptomoeda venezuelana rendeu 735 milhões de dólares ao Governo de Nicolás Maduro. A informação foi avançada pelo presidente venezuelano na sua conta oficial de Twitter, que aproveitou a oportunidade para exclamar: “para grandes problemas, grandes soluções!”.

A petro, que vai buscar o seu nome aos recursos fósseis em que se baseia, entrou em pré-venda na passada terça-feira, com a informação de que seriam emitidas 100 milhões de moedas — o equivalente a seis mil milhões de dólares. Nas primeiras 24 horas, a moeda virtual conseguiu atrair estes 735 milhões de dólares em investimento.

“Enquanto em muitas partes do mundo as novas tecnologias aumentam as disparidades entre ricos e pobres, na Venezuela fazemos uma revolução tecnológica com visão socialista, Um passo gigante para a prosperidade e a nova economia”, considerou ainda Maduro, no Twitter. A moeda virtual da Venezuela tem até um hashtag especial: #AlFuturoConElPetro.

Nesta fase de pré-compra, os potenciais compradores puderam inscrever-se para comprar petro assim que esta seja oficialmente lançada. Esta operação pode ser feita utilizando dólares ou outras criptomoedas, mas não a moeda local, o bolívar.

O objetivo final é utilizar a petro nas transações diárias, tanto entre cidadãos venezuelanos, como com o estrangeiro. “A nossa responsabilidade é pôr a petro nas melhores mãos e, depois, um mercado secundário irá aparecer”, afirmou Carlos Vargas, responsável governamental pela pasta das criptomoedas, considerando que, “num futuro próximo, os venezuelanos vão conseguir pagar em petro na padaria.”

O baixo valor do bolívar — sendo que cada dólar compra 25 mil bolívares — e a alta inflação que se sente no país tem levado muitos a procurar as moedas virtuais como forma de pagamento. Passa agora a estar disponível uma solução nacional e controlada pelo Estado.

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