Portugueses estão a comprar telemóveis mais caros

Os portugueses têm cada vez mais propensão para as compras. Em 2017, compraram telemóveis mais caros e mais eletrodomésticos de grandes dimensões, apontam dados divulgados pela GfK Portugal.

Análise da GfK Portugal indica que, em média, os portugueses compraram telemóveis mais caros no ano passado. Propensão para as compras continua este ano.Joseph Thornton/Flickr

Os portugueses estão cada vez mais viciados em tecnologia e eletrónica — ou, pelo menos, é isso que parece ao olhar para números recentes da GfK Portugal. No ano passado, registou-se um “crescimento das vendas em praticamente todas as áreas dos produtos duráveis tecnológicos, eletrónicos e de telecomunicações”. “Os portugueses estão a comprar telemóveis mais caros” e cada vez mais eletrodomésticos grandes, sublinha também a GfK.

Gastos em produtos eletrónicos em 2017 vs. 2016

Fonte: GfK Portugal

Através dos dados enviados pela GfK às redações, os gastos em equipamentos de telecomunicações dispararam 13,9% para 974 milhões de euros no total do ano passado, comparativamente com 2016 — só no quarto trimestre do ano, o segmento registou um crescimento homólogo de 18%. O segundo segmento mais expressivo no ano passado foi o dos “grandes eletrodomésticos”, que cresceu 10,8% em 2017 face a 2016, ou 13,1% entre outubro e dezembro, face ao período homólogo.

A GfK Portugal justifica estes dados como sendo uma consequência prática do “atual nível de confiança do consumidor”, que tem cada vez mais “propensão para a compra”. Outro fator a impulsionar as compras, sobretudo no segmento dos eletrodomésticos, é o “dinamismo do imobiliário”. A empresa antevê ainda que, este ano, se volte a registar uma “elevada propensão para comprar”. “Ao nível do sentimento dos consumidores portugueses, o importante indicador da propensão para comprar alcançou o valor mais alto do ano (13,8 pontos) em dezembro de 2017. A última vez que o indicador esteve acima deste valor foi em março de 2000”, recorda.

A juntar a este frenesim pelas compras surgem as expectativas de rendimentos dos portugueses “bastante positivas”, assim como as expectativas económicas “claramente” positivas dos consumidores nacionais.

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