BE pressiona Governo sobre precários e reformas

  • ECO
  • 27 Fevereiro 2018

No encerramento das jornadas parlamentares do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares deixa dois avisos ao Governo: é preciso avançar com reformas para longas carreiras contributivas e com o PREVPAP.

No momento em que o PSD se aproxima do Governo para firmar acordos em duas áreas fraturantes da vida nacional (os fundos comunitários e as reformas estruturais), o Bloco de Esquerda aproveita as jornadas parlamentares para apontar as temáticas que são mais caras à esquerda. Esta terça-feira, Pedro Filipe Soares destacou a regularização dos precários da Administração Pública e o processo de acesso à reforma pelas longas carreiras contributivas como duas das principais matérias defendidas pelo partido.

“O Bloco de Esquerda quer ser a voz dos precários da Administração Pública”, garantiu o líder da bancada parlamentar. Segundo Pedro Filipe Soares, há vários concursos atrasados, o que implica que alguns dos funcionários corram agora risco de ficarem desempregados. Além disso, sublinha, há dirigentes e comissões de avaliação a tentar boicotar este processo. Neste sentido, o bloquista defende que os “atrasos, atropelos e boicotes não podem ter sucesso” e exige ao Governo que cumpra a lei.

“Não podemos deixar a meio aquilo que deve ser levado a bom porto”, referiu, mencionado a interpelação do Bloco de Esquerda ao Governo — marcada para 7 de março — como uma boa oportunidade para o partido pressionar o Executivo no sentido do bom funcionamento do processo de regularização em causa.

No que diz respeito às reformas, as críticas de Pedro Filipe Soares sobem de tom. De acordo com o líder parlamentar, o Governo tinha acordado que, em janeiro deste ano, os cidadãos com 63 anos de idade e 40 anos de descontos deixariam de ser penalizados nas suas reformas. Tal não aconteceu, daí que o Bloco desafie agora o Executivo a avançar com a medida até ao final do primeiro semestre de 2018. Se nessa data o processo não tiver sido lançado, o bloquista anuncia: “Se não cumprir com a sua palavra, temos já marcado um agendamento potestativo”.

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