Sonangol associa-se a empresa que vai assumir reativação de campos petrolíferos no Iraque

  • Lusa
  • 28 Fevereiro 2018

A estratégia de recuperação dos investimentos no Iraque, avançou o responsável, assenta na associação a uma empresa, que deverá assumir maior parte dos custos de reativação das operações petrolíferas

A Sonangol, petrolífera estatal angolana, associou-se à empresa Vertex que deverá assumir a maior parte dos custos de reativação das operações petrolíferas em dois campos de produção em Mossul, no Iraque. O anúncio foi esta quarta-feira avançado pelo presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino, durante uma conferência de imprensa, realizada no âmbito dos 42 anos de existência do grupo.

A petrolífera angolana anunciou, no início deste mês, que reassumiu a posse dos dois campos, localizados em Najmah e Qayarah, sul de Mossul, com reservas de mil milhões de barris de petróleo, após um longo período sob controlo do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), um investimento de quase 300 milhões de euros.

Segundo Carlos Saturnino, as duas concessões ficaram sob influência da guerra e depois foram mesmo ocupadas pelo Estado Islâmico, que “ironicamente pôs em produção os dois campos da Sonangol”, acusou Carlos Saturnino. “E esteve a produzir 10 mil barris por dia, vendendo, fazendo dinheiro, até que a guerra diminuiu e os colegas voltaram ao trabalho, conseguiram ir ao Iraque, negociaram com empresas e voltaram à situação atual”, explicou o presidente da Sonangol.

A estratégia de recuperação dos investimentos no Iraque, avançou o responsável, assenta na associação a uma empresa, que deverá assumir maior parte dos custos de reativação das operações petrolíferas nos dois campos.

“A Sonangol é a detentora dos direitos, enquanto operadora e continuará a ter os seus rendimentos. Estamos a falar de campos que têm ramas pesadas, essencialmente, e ácidas que tem reservas de cerca de um bilião de barris, de maneira que isso é investimento para um longo prazo, desde que se produza a garantia de investimento ao longo de vários anos”, frisou.

É convicção da Sonangol que esta definição estratégica permitirá minimizar o investimento direto, isto é, o fluxo financeiro da petrolífera estatal, já que o parceiro em troca da associação garante o investimento para o desenvolvimento e produção dos dois campos

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Sonangol associa-se a empresa que vai assumir reativação de campos petrolíferos no Iraque

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião