Fosun, “muito satisfeita” com o BCP, admite reforçar. Pode ir até aos 30%

  • Rita Atalaia
  • 1 Março 2018

Jorge Magalhães Correia, partner do grupo chinês, diz que a Fosun está "muito satisfeita com o seu investimento no BCP", admitindo reforçar a participação no banco liderado por Nuno Amado.

Jorge Magalhães Correia, presidente da Fidelidade e partner global da Fosun, disse que o grupo chinês está “muito satisfeito com o seu investimento no BCP”, admitindo reforçar a participação no banco liderado por Nuno Amado. O conglomerado chinês detém uma participação de mais de 25% no capital da instituição financeira e pode chegar aos 30%.

“A nossa posição é considerável e pode ser reforçada”, afirmou Jorge Magalhães Correia à Bloomberg, em Lisboa, sem dar mais detalhes. O presidente da Fidelidade e partner global da Fosun sublinhou o desempenho das ações do BCP e a estabilidade do banco como fatores positivos.

"A nossa posição é considerável e pode ser reforçada.”

Jorge Magalhães Correia

Presidente da Fidelidade e partner global da Fosun

O conglomerado chinês aumentou a sua participação na instituição financeira liderada por Nuno Amado em setembro. Passou de 23,92% para 25,16%, tornando-se no maior acionista do BCP. Uma posição que pode chegar aos 30%, depois de a Fosun ter recebido do Banco Central Europeu a autorização para alcançar este patamar.

“Estamos muito satisfeitos” com o investimento no banco, referiu ainda Jorge Magalhães Correia. Isto depois de a segunda maior acionista do banco, a Sonangol, ter dito que o BCP “melhorou substancialmente, tem produzido dinheiro, tem produzido resultados, não tem distribuído grandes montantes, mas é um banco que tem adicionado valor através da sua atividade”.

O BCP aumentou o resultado líquido em mais 53,4 milhões no último trimestre. No total, o banco liderado por Nuno Amado apresentou um saldo positivo de 186,4 milhões de euros, 7,8 vezes mais do que no ano anterior.

(Notícia atualizada às 12h54 com mais informação)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fosun, “muito satisfeita” com o BCP, admite reforçar. Pode ir até aos 30%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião