Devolver aos professores tempo congelado é “financeiramente incomportável”

  • ECO
  • 2 Março 2018

A devolução de mais de nove anos de tempo de serviço congelado a cerca de 100 mil professores dos quadros custa 1.154 milhões de euros por ano. Governo diz ser "financeiramente incomportável".

A devolução de mais de nove anos de tempo de serviço congelado a cerca de 100 mil professores dos quadros custa 1.154 milhões de euros por ano. Os números foram revelados pelo Governo após negociar com os sindicatos de professores, que exigem a recuperação de todo esse tempo para travar as greves marcadas para 13 a 16 de março. Num documento entregue aos jornalistas, o Governo assume ser “financeiramente incomportável” satisfazer a exigência sindical.

“Não apresenta fatores de sustentabilidade e compatibilização com recursos disponíveis”, afirma o Governo sobre a proposta dos sindicatos, de acordo com o Correio da Manhã (acesso pago). O Executivo de António Costa refere ainda que a reposição seria feita de forma faseada até 2023, ano em que passaria a haver “um impacto financeiro permanente próximo de 1.154 milhões de euros”.

O Governo nota que, com o descongelamento já em curso, o gasto será de 519 milhões de euros, a partir de 2023. Ou seja, para satisfazer os sindicatos e evitar a greve seria necessário gastar mais 635 milhões de euros por ano.

Na quarta-feira, a secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, e da Administração Pública, Fátima Fonseca, propuseram a recuperação de apenas dois anos e dez meses do tempo de serviço congelado. Isto enquanto os sindicatos exigem a reposição de nove anos, quatro meses e dois dias.

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