Celtejo vai ter mais um mês de descargas limitadas no Tejo

Ministério do Ambiente acaba de prolongar a restrição imposta à Celtejo por mais 30 dias. Empresa de Vila Velha de Rodão terá de continuar a reduzir as suas descargas até 7 de abril.

A Celtejo vai ter de cumprir, durante mais um mês, as medidas restritivas impostas pelo Governo. O Ministério do Ambiente acaba de anunciar que as descargas da fabricante de papel vão ser submetidas a uma redução de 30% do volume diário de efluente a rejeitar, nos próximos 30 dias (até 7 de abril). Caso a qualidade de água do rio Tejo sofra um novo agravamento, a limitação poderá voltar aos 50%.

No mês passado, face à baixa concentração de oxigénio dissolvido na albufeira de Fratel, a Agência Portuguesa do Ambiente impôs uma série de medidas provisórias com vista à revisão do Título de Utilização dos Recursos Hídricos da empresa de Vila Velha de Rodão. Na altura, foi exigida uma redução de 50% do volume diário do efluente rejeitado, passando a empresa de Vila Velha de Rodão a poder expelir apenas 7.500 metros cúbicos por dia.

Agora que os valores de oxigénio do Tejo voltaram a atingirem os parâmetros considerados sinónimos de “boa qualidade de água”, o ministério decidiu avançar com manutenção da medida, aliviando a restrição: de 50% para 30%. No próximo mês, a Celtejo vai poder, deste modo, rejeitar 10.500 metros cúbicos diários.

Com este aumento do caudal de efluente permitido, é, no entanto, exigida uma maior restrição, no que diz respeito às cargas a rejeitar. A medida obriga, paralelamente, a uma redução da concentração do parâmetro CB05 (carência bioquímica de oxigénio) de 1,8 kg por tonelada de pasta de papel produzida (kg/tSA) para 1,6 kg/tSA.

Além disto, vão manter-se as análises diárias realizadas pela Agência Portuguesa do Ambiente. Caso o valor de oxigénio dissolvido registado na barragem do Fratel desça novamente, a limitação regressa aos 50%.

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