Banca europeia ainda “atolada” em malparado, diz BCG

  • Lusa
  • 6 Março 2018

Já na América do Norte, por oposição, o BCG diz que os bancos continuam rentáveis, ainda que em 2016 tenham interrompido anos de recuperação.

A consultora The Boston Consulting Group (BCG) considera que os bancos europeus ainda continuam a lutar pela recuperação, uma década após a crise financeira, e que o elevado crédito malparado é dos maiores problemas que enfrentam.

Na Europa, os balanços bancários continuaram atolados em crédito malparado em 2016, mantendo os custos de risco elevados”, refere o estudo ‘Global Risk 2018: Future-Proofing the Bank Risk Agenda’, divulgado esta terça-feira. Para Grasshoff, um dos autores do estudo, seria benéfico para resolver o problema do malparado “padronizar o tratamento legal do crédito malparado nas várias jurisdições da Europa”. Já na América do Norte, por oposição, o BCG diz que os bancos continuam rentáveis, ainda que em 2016 tenham interrompido anos de recuperação.

A análise à rentabilidade do setor bancário é feita tendo em conta o lucro ajustado pelos custos do risco, que o BCG denomina de lucro comercial. A nível mundial, o BCG diz que o lucro comercial do setor bancário diminuiu em 2016, depois de cinco anos positivos. O estudo destaca ainda a crescente regulamentação em torno do negócio bancário, estimando que, por dia, os bancos têm de lidar com 200 alterações regulamentares, o triplo das de 2011.

O volume global de revisões regulamentares que os Diretores de Risco devem monitorizar e implementar aumentou para uma média de 200 por dia, um nível que permaneceu estável nos últimos dois anos mas que representa o triplo do nível de 2011”, segundo a informação divulgada.

Ainda segundo o BCG, a criação de valor dos bancos diminuiu a nível mundial devido à regulamentação, aos crescentes riscos, aos custos das atividades de ‘compliance’ e ainda às multas com que muitos foram admoestados. Desde 2009 e até final de 2017, as penalizações por não cumprimento de regras atingiram os 345 mil milhões de dólares (cerca de 278 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual).

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