Ministro da Economia defende que interior é espaço para grandes projetos de investimento

  • Lusa
  • 10 Março 2018

Salientando que o interior "não é uma região menos capaz", Caldeira Cabral considerou que, pelo contrário, é uma zona com "muitas soluções e que tem mostrado que é muito competitiva".

O ministro da Economia, Caldeira Cabral, considerou este sábado, em Castanheira de Pêra, que o interior é um espaço para grandes projetos de investimento, colocando de parte a ideia de que esta parte do país não tem soluções.

“O interior não tem de ser uma região sem prosperidade e há espaço para investimentos nas novas indústrias, como nas áreas mais tradicionais, como é o caso da agricultura”, sublinhou o governante. Falando na conferência “Valorizar o interior – Promover o investimento e o emprego”, organizada pela Confagri e UGT, Caldeira Cabral disse que a agricultura e as agroindústrias do interior tiveram em 2017 “um aumento das exportações muito significativo, com algumas áreas da agricultura a crescerem mais de 20%”.

O ministro da Economia apresentou vários exemplos de investimentos realizados em diversos setores, considerando que “no interior há espaço para grandes projetos em setores e áreas mais sofisticadas, que estão a acontecer”.

“É o resultado do investimento que tem sido feito, das novas dinâmicas empresariais e da melhor organização dos produtores, que está a trazer mais rendimento para as regiões do interior e, nesse sentido, temos de continuar a trabalhar para não olharmos para o interior como [região de] perda de empregos, diminuição da população e da atividade económica“, frisou.

Salientando que o interior “não é uma região menos capaz”, Caldeira Cabral considerou que, pelo contrário, é uma zona com “muitas soluções e que tem mostrado que é muito competitiva”, apontando também o crescimento registado no turismo.

Além do investimento em 43 novas unidades hoteleiras no interior, o ministro da Economia frisou, ainda, o reforço de 30 milhões no programa “Valorizar”, para projetos com “enfoque especial nas regiões onde houve incêndios, para restauro e valorização dos espaços afetados”. Segundo o governante, este programa está associado a investimentos de 58 milhões de euros em 250 projetos aprovados.

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